Quem começou a Guerra da Independência do Estado de Israel, em 1948?

Quem começou a Guerra da Independência do Estado de Israel, em 1948?

PERGUNTA –> Quem começou a Guerra da Independência do Estado de Israel, em 1948?

1367590-5RESPOSTA –> Os árabes deixaram claro que iriam sair a guerra para impedir a criação de um Estado Judeu. O presidente do Alto Comitê Árabe disse que os árabes “lutariam por cada centímetro do país”. Dois dias depois, os”santos homens” da Universidade de Al-Azhar no Cairo convocaram o mundo muçulmano para proclamar a Jihad (guerra santa) contra os judeus. Jamal Husseini, porta-voz do Alto Comitê Árabe, havia avisado à ONU (em 1947) que os árabes encharcariam “o solo do nosso amado país, com a última gota de nosso sangue….”.

A previsão de Husseini começou a se tornar realidade quase que imediatamente após a ONU adotar a resolução da partilha, em 29 de novembro de 1947. Os árabes sairam as ruas, protestando e instigando tumultos que causaram a morte de 62 judeus e 32 árabes. A violência continuou a crescer até o final daquele ano.

Os primeiros ataques em grande escala começaram em 9 de janeiro de 1948, quando cerca de 1.000 árabes atacaram comunidades judaicas no norte da Palestina. Na primeira fase da guerra, que durou de 29 de novembro de 1947, até 1 de Abril de 1948, os árabes palestinos tomaram a ofensiva, com a ajuda de voluntários dos países vizinhos. Os judeus sofreram pesadas baixas e os caminhos na maioria de suas principais estradas, foram interrompidos.

Em 4 de maio de 1948, a Legião Árabe atacou Kfar Etzion. Os poucos defensores conseguiram segurar os ataques, mas a legião voltou uma semana depois. Depois de dois dias, os colonos mal equipados e em menor número foram surpreendidos. Muitos defensores foram massacrados mesmo depois de terem se rendido. Este ataque foi antes da invasão dos exércitos dos países árabes vizinhos que se seguiu a declaração de independência de Israel.

A ONU culpou os árabes pela violência. A Comissão das Nações Unidas para a Palestina, informou ao Conselho de Segurança, em 16 de fevereiro de 1948, que “os interesses árabes poderosos, tanto dentro como fora da Palestina, estão desafiando a resolução da Assembléia Geral e estão engajados em um esforço deliberado para alterar, através da força, a implementação por ela prevista.”

Jamal Husseini disse ao Conselho de Segurança em 16 de abril 1948:

“O representante da Agência Judaica nos disse ontem que eles não eram os atacantes, que os árabes tinham começado a luta. Nós não negamos isso. Dissemos ao mundo inteiro que nós estávamos indo para a guerra!”

Apesar das desvantagens em: números, organização e armas, os judeus começaram a tomar a iniciativa de se defender no que seria uma guerra, nas primeiras semanas de abril até a declaração da independência em 14 de maio. A Haganá (que viria a ser o Exército de Israel), então, capturou várias cidades importantes, incluindo Tiberias e Haifa, e conseguiu abrir, temporariamente, a estrada para Jerusalém.

A resolução da partilha nunca foi suspensa ou anulada. Assim, Israel, o (novo) Estado judeu na Palestina, nasceu no dia 14 de maio, dia que os britânicos finalmente deixaram o país. Cinco exércitos árabes (Egito, Síria, Transjordânia, Líbano e Iraque) imediatamente invadiram Israel, buscando empurrar os judeus para o mar. Suas intenções foram declaradas por Abd Al-Rahman Azzam Pasha, secretário-geral da Liga Árabe:

“Vai ser uma guerra de aniquilação. Vai ser um massacre importante na história que vai ser comentado como os massacres dos mongóis ou as Cruzadas!”

Os judeus que estavam moralmente, psicologicamente e fisicamente abatidos, apenas 3 anos depois do terrível Holocausto, com a ajuda de D´us, conseguiram vencer esta guerra e marcar neste ano, oficialmente a volta dos judeus para a terra de seus antepassados!!

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