O Ladino

O Ladino

Ladino, muitas vezes referido como judeu-espanhol, era o idioma principal dos judeus sefarditas. Embora baseado no espanhol, também tem aspectos de árabe, hebraico, italiano, francês, grego, búlgaro, turco e outros idiomas com os quais os judeus sefarditas se encontraram durante sua diáspora. Originalmente, o Ladino era escrito em hebraico, mas em séculos posteriores também passou a ser escrito no alfabeto latino. A existência futura do Ladino é incerta, pois muitos de seus falantes são idosos e apenas fragmentos do idioma são transmitidos para as gerações mais jovens.

O programa Sephardic Studies da Universidade de Washington tem realizado esforços para reviver o idioma dentro da área de Seattle, realizando eventos como o Ladino Day.

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Uma carta escrita em Ladino por Clara Barkey para seu tio Ralph. Esta carta está escrita usando letras latinas ao invés dos caracteres hebraicos.

Para alguns judeus sefarditas, sua compreensão de Ladino é limitada a palavras e expressões específicas. Rena Behar explicou também que, sendo o Ladino tão obscuro, o idioma às vezes é usado nos Estados Unidos como uma espécie de código/linguagem secreta e pode ser usado para descrever as partes e funções do corpo. Para os judeus que comparecem às sinagogas sefarditas, Ladino é incorporado na oração e na música. Alguns judeus sefarditas sentem que o Ladino é crucial para a preservação da cultura sefardita.

Al Maimon afirmou que o “Ladino tem sido e, é, duas coisas: a primeira – a embarcação através da qual esta cultura e literatura foi expressada, e segundo – um conteúdo específico que se perde no momento em que se perde o Ladino”. Um dos desafios que a comunidade sefardi está enfrentando atualmente, como afirmou Maimon, é o de “encontrar uma maneira, uma nova maneira, de expressar ou levar adiante [sua cultura sefardita]” na ausência do Ladino.

 

Artigo traduzido do site: https://jewishstudies.washington.edu/seattle-sephardic-stories/the-ladino-language/

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