A grandeza de Israel
Escrito por Tzivia Kusminsky nas vésperas do Yom Hatzmaut de 60 anos do Estado de Israel, em 2011
Ontem à noite, a emocionante celebração de Yom Hazicaron teve lugar por todo Israel e, possivelmente, em vários lugares na diáspora.
Soldados valentes e vítimas inocentes de ataques terroristas foram lembrados e suas memórias, foram abençoadas. E sentada em minha casa, no Yishuv Dolev, senti querer compartilhar vários dos pensamentos que me ocorreram.
Uma das partes mais emocionantes do ato é quando os nomes dos parentes dos moradores do Yishuv são lembrados: tios, avôs ou inclusive familiares mais próximos como irmãos, pais e filhos. Quando cada nome é pronunciado, um membro da família sobe ao palco e acende uma vela em memória, em elevação de sua alma, como ensina a tradição judaica.
Dolev, tem 200 famílias, assim, pronunciar e saber todos os nomes não pareceria assim, tão louvável. No entanto, o mesmo ato, é realizado em cada cidade, Tel Aviv, Jerusalém, Tzfat e etc…
A primeira vez que vim a Israel, aos 16 anos, participei da Marcha da Vida, uma semana na Polônia, no Yom HaShoah e uma semana em Israel para o Yom Haatzmaut.
Em Yom Hazicaron, fomos levados para Tiberia. Lá, eles fizeram exatamente a mesma coisa que meu pequeno Yishuv, e leram cada um dos nomes dos mortos, nativos da cidade, desde a declaração do Estado de Israel.
Este ato de bondade para com aqueles que deram sua vida para o nosso país, nos ensinou uma grande lição sobre nosso país e nosso povo. Não conheço outro país, exceto Israel, que não apenas conhece o nome de cada soldado caído, mas, inclusive, os lembra uma vez por ano. Não conheço outro país, exceto Israel, onde exista uma estátua em homenagem ao Soldado Desconhecido.
O judeu é um povo moral e ao lembrar nossos entes queridos, nos fortalece e nos permite esclarecer o nosso propósito neste mundo. O Rabino Eliezer Melamed diz que é importante fazer com que Yom Hazicarón não seja um dia triste pelos caídos e pela situação do país. Mas sim um dia no qual valorizamos a coragem e a devoção destes pelo nosso país. Essa coragem e amor, é o que deve nos dar força para continuar. Para que, assim, suas mortes não tenham sido em vão, e possamos continuar aquilo que começaram, ajudando Israel a se desenvolver, avançar e, finalmente, entender que o nosso povo tem um papel especial nesta terra, como “luz das nações”.
Hoje à noite, começaram as celebrações dos 60 anos do Estado de Israel. A criação do Estado aos olhos de muitos que viveram naquela época, foi algo ingênuo e utópico. Quem iria pensar que em um deserto, aquilo que os primeiros halutzim encontraram quando chegaram aqui, se desenvolveria em um estado tão avançado? Quem poderia acreditar que teria sucesso na Guerra da Independência, em nossa luta contra as potências árabes quando que – de acordo com o que dizem – se tratava de uma arma para cada três pessoas, com 60 balas por arma?
Claro, que sem a ajuda de D’us, sem o poder especial do povo judeu, lembrando do passado, aprendendo com ele e tomando estas lições, não teríamos conseguido. Mas o povo de Israel sentiu a necessidade, e percebeu que não há outro lugar melhor para ele do que a terra de Israel, a terra que D’us prometeu a Abraham, que com a mesma determinação e coragem com que nossos soldadados e vítimas de ataques foram sacrificados pelo nosso país e nosso povo, tanto os primeiros halutzim quanto todos aqueles que fizeram aliyah em tempos posteriores, sacrificou o “prat” (a pessoa particular) pelo “klal” (a sociedade geral).
Que D’us continue fortalecendo-nos, a fim de continuar a defender-nos contra qualquer um que tente nos destruir. Que nos conceda sabedoria para poder compreender a importância de apoiar nosso país e assim, permita-nos testemunhar a chegada de Mashiach, brevemente em nossos dias.







