JUDAÍSMO>Sessão Perguntas

PERGUNTA: O que é o movimento Chasídico? O que significa ser um Chassid? סעודת-החתונה-בבעלזא-יב-סיון-תשעג-צילום-אנשיל-בעק-4RESPOSTA: Chassidut (ou, "Chassidus"), atualmente, se refere a uma corrente específica do judaísmo. O Chassidismo é um movimento que foi fundado pelo Rabino Yisrael Baal Shem Tov (1698-1760 e.c) e sua finalidade era despertar o povo judeu ao seu próprio interior, através do estudo profundo da Torá, explorando as dimensões da criação e do Criador, preparando assim, o caminho para a vinda do Mashiach (Messias). Esta, ensina a enxergar a alma (ou a parte espiritual) do mundo, ao invés de seu corpo dando ênfase a busca pela essência interior e nãos as manifestações externas. A Chassidut é baseada na antiga tradição da Cabalá e confere uma nova interpretação do serviço divino simples e com alegria, particularmente através da oração e dos atos de bondade. Usa, também, a própria experiência do indivíduo como um modelo alegórico para a compreensão dos mistérios mais profundos do universo, simplificando os ensinamentos da Torá e tornando-os mais acessíveis. Assim, o Chassidismo permitiu que a Torá e seus profundos ensinamentos pudessem ser estudados e revelados por todos os judeus, mesmo aqueles mais simples que não tinham tanto conhecimento. O termo deriva da palavra Chessed, comumente traduzido como "benevolência", mas que também pode significar bondade, amor e comportamento misericordioso. O "Chasid" seria, portanto, a pessoa que, normalmente, pratica uma bondade maior do que aquela que lhe é exigida, sempre, dentro dos limites da Lei Judaica. Os discípulos do Baal Shem Tov ao se autodenominarem "Chassidim", popularizaram o termo e, hoje, os termos, são, geralmente, relacionados as diferentes correntes que seguiram a linha dos ensinamentos do Rabino Baal Shem Tov, sendo a "Chasidut", a corrente chasídica e o "Chasid", o discípulo, ou seguidor, de determinada corrente. As filosofias dos discípulos mais próximos do Baal Shem Tov, se desenvolveram, cada um de sua maneira, e se dividiram por diferentes cidades da Polónia, Hungria, Roménia, Lituânia e Rússia, com cada escola adotando diferentes abordagens e interpretações dos ensinamentos de seu mestre. Alguns enfocaram suas vidas na aprendizagem acadêmica dos ensinamentos chassídicos. Alguns escolheram transimitr os ensinamentos através de parábolas, outros através de melodias e canções (Niggunim). Uns optaram por despartar o serviço divino através da alegria e da dança, outros prefiriram abordar o serviço divino através do estudo e do intelecto. Contudo, o que caracteriza muito uma corrente chassídica são as práticas e costumes que conectam seus seguidores à santa influência de seus líderes, fazendo com suas vidas girem em torno da figura central do "Rebe", a posição de líder espiritual que, tradicionalmente, é transmitida hereditariamente.
Pergunta: É verdade que a expressão brasileira "vestir a carapuça" tem ligação com a Inquisição?

Pergunta: Qual a relação da Terra de Israel com o Povo Judeu? Resposta: A história do povo judeu começa com Abraão e a história de Abraão começa, há 3752 anos, quando D'us lhe ordena deixar sua terra natal, e caminhar até a sua nova terra, (conhecida...

Pergunta: Qual a diferença entre a Menorá e a Chanukiá? Resposta: A cada ano, a partir do dia 25 de Kislev (por volta de dezembro, no gregoriano), os judeus de todo o mundo celebram Chanuká, a festa das Luzes. A principal tradição religiosa de Chanuká é acender a Chanukiá. Algumas pessoas confundem a Chanukiá com uma Menorá, no entanto, existe uma diferença substancial entre ambas. A Chanukiá é uma espécie de candelabro, com nove braços. Oito velas estão na mesma linha e a nona vela está fora de lugar, ou a uma altura diferente ou mesmo em uma posição diferente. Podem ser de todas as formas e tamanhos! A Chanukiá representa o milagre dos oitos dias que as velas permaneceram acesas no Segundo Templo com somente uma pequena quantidade de óleo, encontrada depois da guerra com os gregos. A única vela que está fora de lugar é conhecida como a "vela dos serviços" ou em hebraico, "Shamash". Este é usado para acender todas as outras velas na Chanukiá e deve ser a primeira vela a ser acesa.

Pergunta: O que é a "mãozinha" que muitos judeus usam como amuleto? Resposta: Esta "mãozinha", tambem conhecida como Hamsa ou Hamesh, se trata de um amuleto muito popular no judaismo. Praticamente em qualquer loja de produtos judaicos você encontrará colares e pulseiras com esta mão invertida...

הורדPERGUNTA DA SEMANA: O que o Judaísmo opina sobre a vida em outros planetas? RESPOSTA: Antes de mais nada vale esclarecer o fato de que certamente não somos os únicos "seres conscientes" do universo. Não faltam, por exemplo, referências nos ensinamentos dos sábios judaicos sobre "anjos mais elevados", que possuem uma consciência da realidade muito superior a nossa. O Maimônides, entre outros, escreve sobre os corpos celestes como também sendo seres conscientes. A singularidade da humanidade não é a nossa consciência, mas sim, a maneira com que esta nossa consciência é capaz de difereciar o bem e o mal e escolher um deles! O chamado, "livre arbítrio".
PERGUNTA --> QUAL A IMPORTÂNCIA DOS DEZ MANDAMENTOS PARA O JUDAÍSMO? imagesRESPOSTA --> Segundo a tradição judaica, D'us deu ao povo judeu 613 mandamentos. Todos estes, igualmente sagrados, obrigatórios e diretamente de D'us. Qual então a importância especial dos, famosos "dez mandamentos"? Primeiramente, na Torá, estes mandamentos são referidos como "Aseret ha-Dvarim, e, em textos rabínicos, como "Aseret ha-Dibrot". (Asseret significa dez). A raíz das palavras "Dvarim" e "Dibrot" é a mesma da palavra "falar" ou da palavra, "coisa". Desta maneira, este conjunto de legislações é conhecido como "Dez provérbios", "Dez declarações", "Dez palavras" ou, até mesmo, as "Dez coisas", mas na Torá, nunca como "Dez Mandamentos". Os sábios ressaltam a importância destas "dez declarações" como sendo a base para todos os 613 mandamentos. Por exemplo, o mandamento de não trabalhar no Shabat, obviamente, se enquadra na categoria de lembrar o dia do Shabat e santificá-lo. Menos óbvio, porém, está o mandamento de jejuar no Yom Kipur que se encaixaria nest mesma categoria. E assim todos os outros.
33ba84db241ba4e911702e3de4a73e27_780X263 PERGUNTA --> Por que as mulheres judias devem cobrir a cabeça, quando estão casadas? RESPOSTA --> A Tradição Oral Judaica ensina que uma mulher que vai a feira com a cabeça descoberta, está ignorando a religião judaica. O Talmude inclusive debate se esta é uma proibição da própria Torá, ou uma lei imposta pelos sábios para afastar o homem do pecado, de qualquer maneira, todos, aceitam que se trata de uma violação da lei judaica, sendo, inclusive, uma razão válida para o marido pedir o divórcio. A base para a argumentação de que se trata de uma proibição da Torá, é da porção bíblica que relata sobre a mulher suspeita de trair o marido que era trazida ao Templo para jurar que não o fez, a Sotá. Nesta porção, está escrito "e descobrirá a cabeça da mulher", que nos leva a entender que, toda mulher casada deve estar com a cabeça coberta, e, o ato de descobrir sua cabeça no Templo, parece nos ensinar que tal atitude que gerou uma suspeita de adultério ao marido, não é digna de uma mulher casada. O Talmude ensina também que um homem não deve ler a reza santa do Shemá Israel, na frente de uma mulher que está com a cabeça descoberta, e a razão para isso é a de que o cabelo da mulher pode ser bastante sedutor e este não coneguirá se concentrar. Desta maneira, podemos entender que o cabelo da mulher é bastante sedutor e constitui uma parte essencial da beleza feminina. Assim sendo, as mulheres judias ao cobrirem suas cabeças após o casamento, o fazem por recato e discrição.
PERGUNTA --> É verdade que os padres da Igreja Católica deixaram o Holocausto acontecer? hitler_cardinal4RESPOSTA: Com certeza esta afirmação não é correta. Pois diversos padres católicos não apenas saíram ativamente contra os nazistas, como salvaram muitos judeus. É o caso, por exemplo, do Papa João Paulo II. A Igreja, principalmente o Vaticano, ficaram com esta fama pois a reação do Papa Pio XII ao Holocausto é contestável. Existem relatos e documentos que comprovam que este tentou ajudar alguns judeus e foi bem sucedido, mas estes sucessos isolados apenas destacam a influência que ele tinha, que poderia ter sido utilizada para fazer muito mais pelos judeus. Este, inclusive, preferiu fazer tudo escondido e permanecenu, assim, publicamente em silêncio a tudo o que acontecia. Sem nenhum grande pronunciamente contra Hitler e seu exército. Seja qual tenha sido sua motivação, o Papa Pio XII, assim como muitas outras autoridade na época, não fizeram tudo o que estava a seus alcances para evitar este terrível genocídio e terminou manchando, uma vez mais, o nome da Igreja. Contudo, segue a história de um padre que, assim como muitos outros colegas, arriscou sua vida para salvar os judeus. Este foi Alfred Delp! Alfred Delp nasceu em Mannheim, Alemanha, de uma mãe católica e pai protestante. Apesar de católico batizado, ele depois se tornou um luterano. Aos 14 anos ele deixou a igreja luterana e recebeu os sacramentos da Primeira Eucaristia e da Confirmação como católico. Em sua vida adulta Delp foi um fervoroso promotor de melhores relações entre as igrejas.