JUDAÍSMO>Porção Semanal da Torá (Parashat Hashavua)>Bamidbar

Comentário sobre a porção semanal da Torá - Chukat   Dez vezesbraznegv Já passaram quase 40 anos de exílio no deserto. Durante todo este tempo, testamos a paciência de nossos líderes e de nosso Criador. "Me testaram dez vezes" se queixava o Criador quarenta anos antes, no pecado dos espiões. O número dez é o número da multiplicidade, já não são mais unidades, agora são dezenas de provas. Mas, finalmente, depois de uma longa espera, chegou a ordem de partida e os filhos de Israel, convertidos em Povo, já com leis nacionais estabelecidas pelo próprio Criador e, entregues por nosso líder Moshe, já se dirigiam para a Terra Prometida. Mesmo esta fase não é fácil e, uma vez que, por causa do pecado dos espiões, nosso caminho pelo sul foi fechado não há escolha a não ser desviar em direção a nossos primos distantes, os edomitas, os amonitas e os moavitas. Para não invadir suas propriedades, a opção era entrar pelo deserto da Síria, um deserto enorme e cruel, onde ninguém se atrevia a entrar.
Comentários sobre a Porção Semanal da Torá desta semana - Masei (Matot e Masei - fora de Israel) Pelo Rabino Nissan Ben Avraham   A Herança das Filhas No último capítulo do Livro de Bamidbar, e pela segunda vez (pelo menos) em relação a mesma família, Moshe é forçado a bnot-zelofjadperguntar ao Criador uma questão que havia sido feito a ele. Alguns capítulos anteriores as filhas de Tslofchad: Machla, Tirtsa, Hogla, Milca e Noá, ganharam o reconhecimento do Criador pelo seu pedido de receber a herança de seu pai. Se trata, naturalmente, da porção de Eretz Israel que pertencia a cada um dos 603.550 homens que saíram do Egito. Destes, devemos subtrair os que morreram nas grandes punições, como os três mil que morreram no episódio do Bezerro de Ouro, os dez espiões "perversos" que causaram 40 anos mais de permanência no deserto e aqueles que morreram por apoiar a congregação de Korah. Elas se queixaram que, seu pai morreu sem descendência masculina, e então, a família ia perder a sua parte dentro dos herdeiros da Terra Santa. É uma questão um pouco complicada, pois, na verdade, quem receberia a herança eram aqueles que deixaram o Egito, embora estes nunca tenham chegado a Terra Prometida, o que aconteceu é que, cada família dividiu novamente sua parte, entre o número de pessoas que entravam na Terra. De qualquer maneira, a resposta do Criador era clara: se não houver descendentes do sexo masculino, a herança é passada para filha.

Comentário sobre a Porção Semanal da Torá - Behaalotechá   Os Perigos no Caminho O livro de Bamidbar é o livro do caminho. O caminho que o povo de Israel percorre em direção a seu destino, a Terra Prometida. E ao longo de um caminho sempre existem obstáculos,...

Comentários sobre a Porção Semanal da Torá de Shelach Lecha   O pecado dos espiões O pecado dos espiões é sem dúvida um dos mais conhecidos e está entre aqueles pecados que marcaram, da maneira mais significativa, a história do povo de Israel. Recapitulemos os eventos que transcorreram desde o Êxodo do Egito: 50 dias após sairem do Egito, chegaram aos pés do Monte Sinai, onde lhes foi entregue a Torá. Moisés passou 40 dias no monte, e desceu no dia 17 de Tamuz para descobrir que o povo construiu um bezerro de ouro. No dia seguinte, subiu ao monte, novamente, por mais 40 dias, para se desculpar por este triste acontecimento, como conta a Torá no capítulo 32 do livro do Êxodo, descendo, desta vez, no último dia do mês de Av. Voltou, então, a subir no dia seguinte, o primeiro dia do mês de Elul, para mais 40 dias no monte, e assim, finalmente receber as segundas tábuas da Lei. Após este esforço impressionante, Moshe desce do Monte, triunfante, no dia do Yom Kipur, tendo conseguido não somente o perdão de D´us, mas também a restituição das Tábuas da Lei. Nossos sábios contam que já no dia seguinte foi iniciada a construção do Tabernáculo. Sua inauguração foi no primeiro dia do mês de Nissan, e durou 12 dias, nos quais, em cada dia era oferecido uma oferenda especial por um dos líderes de cada uma das 12 tribos. O livro de Números relata então, sobre a primeira celebração do Êxodo do Egito, o primeiro aniversário do evento. No décimo capítulo deste mesmo livro, que lemos na semana passada, é descrita a disposição das tribos para a viagem que ocorreria no vigésimo dia do segundo mês, no segundo ano do Êxodo do Egito. Poderiam ter alcançado as fronteiras da Terra Prometida, em apenas 11 dias, mas após três dias de viagem (Números 10:33) foram castigados com mais 30 dias de peregrinação, por suas reclamações, como vimos no último capítulo 11, e sete dias mais que esperaram Miriam se recuperar da lepra e voltar a se juntar ao acampamento, como vimos no final da Parashá passada, Beha'alotechá. E assim, chegamos ao fim do mês de Sivan, quando foram enviados espiões para investigar a Terra Prometida e, na sequencia, seu retorno, após 40 dias, na véspera do dia 9 do mês de Av. Neste momento, o povo é castigado e condenado a permanecer mais 40 anos no deserto, vagando sem rumo, seguindo as orientações da nuvem que cobria o Tabernáculo.
Comentário sobre a Porção Semanal de Korach   Uma grande pessoa Korach não era uma pessoa qualquer. Primeiramente, pois era muito rico. Na tradição judaica, quando se diz que uma pessoa é muita rica, utiliza-se a expressão "rico como Korach". Era um Quehatita, a família dos levitas encarregada de transportar as peças mais sagradas do tabernáculo, como vemos nos primeiros capítulos do livro. E nossos sábios ensinam que, o próprio Korach era um dos responsáveis por carregar a Arca da Aliança, e para alcançar este mérito era necessário possui valores muito elevados. De acordo com nossos sábios, ele tinha chegado a experimentar, inclusive, "Ruach Hacódesh" - Espírito de Santidade, referente a um nível abaixo da profecia, contudo próxima a ela, nível este alcançado pelo Rei David ao escrever os Salmos, e o Rei Shlomo ao escrever Eclesiastes ou o Shir Hashirim (Cântico dos Cânticos). Além disso, sabemos através do Livro de Crônicas (6:19-23) que dea linhagem de Korach, sairia o profeta Samuel, dezesseis gerações mais tarde, que a tradição indica ter, sozinho, alncançado as virtudes de Moshe e Aharon, juntos. Desta maneira, assumimos que muitas destas virtudes teriam sido herdadas de seus antepassados. Como é possível, então, que uma pessoa de um nível espiritual tão elevado cometesse um erro tão grave? Parece que, foi precisamente esta grandeza que o levou ao erro. Pois Korach cometeu um erro que somente uma grande pessoa pode cometer.
Comentário sobre a Porção Semanal - Bamidbar     Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar ("no deserto"), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas. Paradoxalmente, é "neste" deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um "laboratório" no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo. No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de "fermentação" de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade. De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.file_0Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar ("no deserto"), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas. Paradoxalmente, é "neste" deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um "laboratório" no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo. No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de "fermentação" de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade. De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.file_0Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar ("no deserto"), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas. Paradoxalmente, é "neste" deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um "laboratório" no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo. No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de "fermentação" de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade. De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.

Comentários sobre a porção semanal da Torá de Bamidbar   Treze que são um Nesta parashá nos deparamos com o censo dos filhos de Israel, cada um se referindo a sua respectiva tribo, de acordo com as doze tribos. Bem, na verdade seriam treze, pois a de Yosef...

Comentário sobre a porção da Torá de Nassô   A mal orientadafamilly A Parasha Naso possui um longo parágrafo que trata da Sotá, geralmente traduzida como "a mulher rebelde". Se trata de uma mulher casada que estabelece uma relação com outro homem. Entretanto não sabemos exatamente de que relação se trata, se é uma relação amistosa, cultural, social, terapêutica, amorosa, de um relacionamento, etc. Qual deve ser a reação do marido? Que 'direitos' tem o marido ao se tratar das relações de sua esposa? E o contrário, se o marido está tendo relações sexuais com outras mulheres, o que acontece?
Comentário sobre a porção semanal da Torá - Pinchás   O que os midyanitas procuram?images Na Parashá de Pinchas encontramos um mandamento especial, que esteve em vigor apenas por um determinado momento da história de Israel. Estamos falando da ordem do Criador a Moisés e a todo o povo, de se vingar dos atos dos midyanitas contra Israel. Isto pelo que vimos no final da Parasha anterior, aonde Bilam propôe um método para fazer Israel pecar com as moavitas, tal pecado que ocasionou vinte e quatro mil vítimas. Nos parece estranho encontrar tantas mulheres capazes de se prostituir para fazer com que os filhos de Israel pequem, e não eram qualquer mulher, havia também uma princesa dentre elas, a filha de Tsur, um dos cinco príncipes de Midian. E entendemos da Torá que não veio sozinha, pela sua própria iniciativa, mas foi enviada pelo seu pai e pelo seu povo, que estavam interessados em derrubar Israel. E nos perguntamos, o que os midyanitas buscaram com todo este processo?