JUDAÍSMO>Porção Semanal da Torá (Parashat Hashavua)

Bircat Cohanim – Retirado do livro Ideas de Bamidbar, dos rabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe Na Torá, o termo Brachá aparece em Bereshit 1:22, quando De's abençoa os peixes, e depois também com Adão, que é abençoado por De's. Aparentemente, refere-se a abundância, capacidade de se multiplicar. Depois...

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Lições para aprender

De’s fê-los voltar para que assim o faraó saísse em sua perseguição. Dessa maneira, depois de De’s lutar contra o faraó e o derrotar, o povo de Israel estaria totalmente libertado do Egito, pois já não teria que regressar ao fim de três dias como Moisés tinha dito ao faraó.
A maldição transformada em bênção.
Retirado do livro Más allá del versículo, do rabino Eliahu Birnbaum E viu Balac, filho de Tsipor, tudo o que Israel tinha feito aos amorreus, e temeu muito Moab o povo de Israel (…) E Balac (…) que nesse tempo era rei dos Moabitas, enviou mensageiros a Bilam (…) Para lhe dizer: “Eis que um povo saído do Egito cobre a face da terra e agora habita frente a mim. Peço-te que maldigas esta gente, porque é demasiado poderosa para mim. Talvez possa conseguir derrotá-los e expulsá-los da terra, porque sei que quem tu abençoas, abençoado é, e aquele a quem tu maldizes, maldito é” (…) E respondeu Bilam a Balac: “Eis-me aqui, mas por acaso eu poderei dizer qualquer coisa? A palavra que De’s puser na minha boca é a que eu direi.” E disse Bilam a Balac: “Constrói-me sete altares e prepara-me sete touros e sete carneiros” (…) E elevou esta invocação: “Do alto das rochas o vejo e desde o cimo das colinas o contemplo.
O paradoxo do povo escolhido Retirado do livro Mas allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum Pois vós sois um povo santo para o Eterno vosso De’s. O Eterno vosso De’s escolheu-vos por povo Seu entre todos os povos que há sobre a face da terra. O Eterno comprazeu-se convosco e vos escolheu, não porque éreis mais numerosos que os demais povos, na realidade éreis o mais pequeno, mas sim porque o Eterno vos amava e porque quis cumprir o juramento que tinha feito a vossos pais. Por isso vos arrancou da mão do faraó, rei do Egito, redimindo-vos da casa da servidão. Tende em conta, pois, que só o Eterno vosso De’s, um De’s fiel que guarda o Pacto e é piedoso até à milésima geração com quem cumpre os seus mandamentos, e dá o seu merecido aos que o aborrecem… (Deuteronómio 7, 1-10)
Shmitá e Yovel: A igualdade económica e psicológica
(Retirado do livro Más allá del versículo, do rabino Eliahu Birnbaum) E disse o Eterno a Moisés no monte Sinai: “Diz aos filhos de Israel: Quando chegardes à terra que vos dei, a terra descansará pelo Eterno. Seis anos a semeareis e seis anos podareis vossas vinhas e recolhereis vosso fruto, mas o sétimo ano será de sábado, descanso rigoroso para a terra e para o Eterno.

A Menorá: símbolo de dinamismo e otimismo.

Por Rabino Eliahu Birnbaum «E disse o Eterno a Moisés: “diz a Aarão: Quando acenderes as luzes do candelabro, fá-lo de modo a que alumiem para a frente” e Aarão assim o fez, orientando as sete luzes para a frente conforme a ordem dada a Moisés pelo Eterno. A feitura do candelabro era de ouro cinzelado martelo, tanto no seu tronco como nas suas flores, conforme o modelo que tinha mostrado o Eterno a Moiseés.» (Números, 8, 1-5) A Menorá (candelabro) é um dos utensílios mais importantes do tabernáculo do deserto e do templo sagrado de Jerusalém. Estava construída de uma só peça de ouro puro e enfeitada com gravuras e flores que lhe davam um aspeto belo e imponente.
Retirado do livro Más allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum Os espiões: Uma atitude pessimista em relação ao futuro do povo judeu E disse o Eterno a Moisés: “Envia homens para explorarem a terra de Canaã que dei aos filhos de Israel. (…) De cada tribo mandarás um homem, o principal de cada tribo” (…) E enviou Moisés os seus emissários para explorarem a terra de Canaã (…) Foram, pois, reconhecer a terra, e voltaram dessa busca no fim de quarenta dias. E apresentaram-se perante Moisés, Aarão e toda a congregação dos filhos de Israel… e disseram a Moisés: “Fomos à terra onde nos enviaste e é verdade que emana leite e mel, mas o povo que mora ali é poderoso. As suas cidades são fortificadas e muito grandes…” E Caleb mandou calar o povo e disse “Havemos de subir para herdar a terra, porque podemos fazê-lo.” Mas quem o acompanhou retorquiu: “Não podemos subir contra esse povo, porque é mais forte que nós…” (Números, 18, 1-32)
«E foi-se Yaacov de Beer Sheva para Charán. E fez-se de noite no caminho, porque o sol já se tinha posto… E sonhou com um escadote cuja base estava na terra e cujo topo chegava aos céus, e anjos de De’s subindo e descendo por ele, e eis que o Eterno estava sobre ele…» Um dos sonhos mais maravilhosos que um homem alguma vez sonhou foi o sonho de Yaacov ao ir embora de casa do seu pai – ao fugir de casa do seu pai – rumo a Charan. Já na antiguidade bíblica o sonho suscitou uma atitude de respeito e valorização, bem como uma certa desconfiança, e, por vezes, uma aberta reserva. Esta ambivalência divide também o texto talmúdico e prolonga-se até aos nossos dias. A tensão entre uma atitude que vê no sonho uma possibilidade transcendente e a que o considera um fenómeno natural que não vai mais além da psique do indivíduo que sonha, gera, no seu movimento, a riqueza simbólica irredutível da vida onírica.
«E Yosef teve um sonho que contou aos seus irmãos, que o odiaram ainda mais do que antes. Contou-lhes: “Peço-vos que escuteis o sonho que tive. Estávamos a atar feixes no meio do campo, quando de repente a minha foice levantou-se e manteve-se de pé e as vossas foices inclinavam-se em volta dela, em círculo.” Então disseram: “Hás de reinar entre nós?” “Porventura hás de nos dominar?” E continuaram a odiá-lo, tanto pelos seus sonhos como pelas suas palavras. E teve outro sonho, e também o contou aos seus irmãos, dizendo: “Tive outro sonho. Eis que o sol, a lua e onze estrelas se prostravam perante mim.” E contou-o também a seu pai, que o reprendeu, dizendo: “Que sonho é este que tiveste? Por acaso eu e tua mãe prostrar-nos-emos diante de ti?” E os seus irmãos invejavam-no, mas o seu pai prestou atenção ao assunto…»  (Genesis, 37, 5-11) A seguir às parashot Vaietze e Vayishlach, que se referiam ao nosso patriarca Yaacov, continuamos com o estudo das características e da importância que o livro Bereshit dá ao mundo dos sonhos, fenómeno que se repete nos seguintes livros da Torá. Os sonhos do Chumash que analisaremos são altamente significativos, tanto quando estes sonhos representam o presente, como quando constituem a causa que explica certos acontecimentos que hão de acontecer no futuro. Todas as personagens do livro de Génesis sonham: Abraham põe o pacto em prática depois de ter caído numa sonolência; Yaacov, o nosso patriarca, com o seu sonho acerca do grande escadote, e o decifrador de sonhos, Yosef. Todas a parashot que se referem aos nossos patriarcas caracterizam-se por uma surpreendente mistura de sonho e realidade. Por um lado, são-nos descritas as preocupações diárias no que diz respeito ao sustento, ao pão para comer e à roupa para vestir; a luta pela sobrevivência face à ameaça dos inimigos; a rutina do lar e do campo. Por outro lado, temos relatos sobre aparições, anjos, sonhos sobre coisas que não são deste mundo, promessas futuras, nomes simbólicos; tudo está entrelaçado de tal modo que não podemos distinguir entre sonho e realidade, entre pessoas e anjos, ou entre o passado e o futuro.
«E ao cabo de dois anos o faraó sonhou que estava junto ao rio, e do rio subiam sete vacas robustas, belas à vista, que pastavam na fértil terra contígua. E detrás delas subiam do rio outras sete vacas, mas muito escassas em carne, de aspeto desagradável pela sua magreza, que pararam junto às outras na margem do rio. E a vacas magras devoraram as gordas, e o faraó acordou.… »  (Genesis, 41:1-4 ) Nesta parashá encontramo-nos perante o homem dos múltiplos papéis: Yosef. Yosef é o sonhador e o decifrador de sonhos. É quem governa o Egito, sem, no entanto, esquecer o seu papel de filho e de irmão. É um homem que se relaciona ao mesmo tempo com as coisas materiais e com o espírito. Na nossa parashá, o rei do Egito tem um sonho misterioso: Na primeira parte, sete vacas magras devoram sete vacas robustas e belas, e, na segunda parte, sete espigas fracas devoram sete espigas abundantes e belas. O que é extraordinário é que, mesmo depois de terem devorado os seres plenos e belos, os seres magros e desagradáveis permaneceram na mesma, sem que se tivesse produzido nenhuma mudança no seu aspeto. O faraó estava preocupado: Os seus conselheiros tentaram inutilmente explicar o sonho. Ao não o conseguirem, torna-se necessário superar a humilhação e recorrer a Yosef, o conselheiro judeu, para pedir a sua opinião. Qual foi a sua contribuição para o Egito?