BNEI ANUSSIM>Retorno de outras comunidades

Group-photo-Erev-Shabbat-Ki-Tavo-300x225Enquanto que 94 homens e mulheres Bnei Menashe voltavam para suas casas e famílias depois de percorrer o país de ônibus por 50 horas, e após terem estado afastados mais de um mês, a festa de Rosh Hashanah se aproximava. Mas, ao invés de descansar, a emoção dos 25 dias de estudo intensivo os influenciava e lhes dava forças. Havia aulas para preparar, 'Tefilot' (rezas) para liderar e comunidades para inspirar. Seus trabalhos como a "Nova Geração" de líderes da Shavei Israel na Índia, havia começado. A Shavei Israel concluiu sua mais extensa formação de líderes Bnei Menashe. Jovens de várias partes da Índia - Manipur, Mizoram, Assam e Nagaland - assim como dois jovens de Mianmar (Burma), participaram do programa organizado e realizado sob a supervisão do Rabino Chanoch Avitzedek e Tzvi Khaute da Shavei Israel, e os Rabinos dos Bnei Menashe Yehuda Gin e Gurion Sela, todos que viajaram de Israel e lá estiveram durante todo o programa. O emissário da Shavei Israel para os Bnei Menashe, Yochanan Phaltuel, também esteve lá e nos contou alguns detalhes. "A primeira semana do seminário foi realizado em Gangtok, uma cidade turística e a movimentada capital de Sikkim, o menor estado da Índia. Para a segunda e terceira semana do seminário, o grupo se mudou para Yuksam, um pequeno e tranquilo lugar."
[caption id="attachment_12393" align="alignright" width="300"]Crianças 'Bnei Menashe' na Índia esperando para fazer Aliá para Israel Crianças 'Bnei Menashe' na Índia esperando para fazer Aliá para Israel[/caption] No domingo passado, o governo israelense aprovou, por deliberação unânime, a vinda de mais 899 Bnei Menashe da Índia, através da Shavei Israel. Em 2012 e 2013, ajudamos 274 Bnei Menashe a imigrar para Israel e se juntarem ao povo judeu. Não foi uma tarefa fácil, muitos detalhes, desde vôos a alimentação, programas de assistência, aluguel de casas, aulas e supervisão em larga escala de crianças. Agora se trata de um aumento de 300% deste número de assistência por parte da Shavei Israel durante os próximos 15 meses. E esta Aliá está prevista para começar em dezembro, isto é, em cinco semanas! Os Bnei Menashe são descendentes da tribo de Menashe, uma das dez tribos perdidas de Israel, que foram exiladas pelo Império Assírio há mais de 2.700 anos atrás.
A história de Karol deveria transmitir para nós uma grande confiança na eternidade do Povo de Israel.1381962_10151742744891630_972878118_n Lentamente e de uma maneira um pouco desconfiada, Karol começou a recitar a bênção de antes da leitura da Torá. É possível perceber um pouco de nervosismo em sua voz quando pronuncia as palavras em hebraico, plenamente consciente da solenidade da ocasião. Com seus pais e irmãos o assistindo com evidente orgulho, e com a comunidade o apoiando com amor e alegria, Karol passou por este sublime rito em que se tornou um adulto, assim como o resto dos jovens judeus o fazem, por todo o mundo. Só que este não foi um Bar-Mitzva comum.
WP_000858-300x225Numa praça ao ar livre, no mesmo lugar aonde existia uma sinagoga no povoado polonês de Tarnowskie Gory, duas jovens judias orgulhosamente lideraram um workshop sobre comida kosher e culinária judaica. As senhoritas - Naomi Berenstein e Deborah Saleh - são duas das três moradoras da aposta da Shavei Israel na Polônia, Be'er Miriam, que consiste em um apartamento que também funciona como um centro cultural judaico na cidade de Katowice. O projeto foi inaugurado este último verão sob os auspícios da Shavei Israel e seu emissário para na região, o rabino Yehoshua Ellis. Tarnowskie Gory fica a uma hora de trem de Katowice e faz parte da área metropolitana da Silésia, uma área que possui 5 milhões de habitantes. O tema do workshop foi o festival "colagem de culturas" em que o Be'er Miriam foi convidado para representar a comunidade judaica da região.
[caption id="attachment_12519" align="alignright" width="300"]Bat Chen, Benayahu y Arik Bat Chen, Benayahu y Arik[/caption] Ele gosta de hambúrgueres e 'shnitzel' (peito de frango empanado em hebraico), e ela prefere uma comida picante. Ele é um Sabra (nascido em Israel) que cresceu em um pequeno 'moshav' perto da cidade de Beit Shemesh, e ela passou seus primeiros 20 anos de vida no remoto estado de Manipur, na Índia e, apenas sonhava com uma vida na Terra de Israel. Mas quando finalmente fez aliá com sua família em 1999, não demorou muito até que ela conheceu a Arik. O resto é uma história de amor 'isro-indiana', e muito judaica, de uma união de dois mundos muito diferentes, mas pertencentes a um mesmo povo. A Shavei Israel tem sido uma parte integrante na família Itzchak já há muitos anos. Através da ajuda da Shavei Israel, Bat Chen está estudando para ser assistente dentária em um programa no hospital Hadassah. Seu marido Arik é diretor da conta bancária da Shavei Israel no Banco Leumi. Assim sendo, quando a família comemorou o Bar Mitzvah de seu filho mais velho, Benayahu, a Shavei Israel estava lá para comemorar junto com eles.
Nosso novo emissário em Cracóvia, o rabino Avi Baumol, já está recolhendo os frutos de seu novo porém duro trabalho. Três jovens de muita energia, duas das quais têm raízes judaicas, expressaram seu desejo fervoroso de conhecer Israel e estudar a Torá na Terra Santa e, a Shavei Israel concordou com o pedido e organizou uma viagem de duas semanas aonde se acomodarão em Efrat, nos subúrbios de Jerusalém, cidade onde o rabino Baumol mora. [caption id="attachment_13026" align="alignleft" width="150"]Kinga Kinga[/caption] Kinga Zmysłowska, nasceu em Gdansk, em 1987, e é, atualmente, uma estudante de arte em Cracóvia. Kinga, como muitos jovens poloneses, nasceu em uma família católica até o momento em que descobriu que sua avó e sua mãe, mantinham certas tradições judaicas. Desejando saber mais sobre a religião de seus antepassados, veio para o CJC, Centro Judeu em Cracóvia, onde se encontrou com o rabino Baumol e se inscreveu em aulas e atividades.
[caption id="attachment_11428" align="alignleft" width="150"]Pathans-in-Jerusalem-300x225 Uma hipotética imagem dos Pathans no Muro das Lamentações retirada do site do Dr. Navras Aafreedi[/caption] Na aldeia de Malihabad, a 25 quilômetros da cidade indiana de Lucknow, 650 Pathans afirmam ser descendentes da tribo perdida de Efraim, expulsos pelos assírios há mais de 2.000 anos atrás. A história é potencialmente inflamatória: os Pathans - também chamado de Pashtuns ou Afridis - tornarem-se um grande componente do Talibã Afegão, e representam cerca de 15 milhões de pessoas na Índia, Afeganistão, Paquistão e algumas partes do Irã. O grupo é também referido como Bani-Israel. Existem várias fonte que discutem a história dos Pathans. O Dr. Navras Jaat Aafreedi, Professor Assistente na Universidade Gautam Buddha em Greater Noida e um membro da comunidade, realizou uma pesquisa sobre os Pashtuns indianos e apresenta suas descobertas. Seu extenso blog e seu website oferecem muito mais detalhes, assim como fotos. Dr. Aafreedi também escreveu sobre os Pathans em um blog que criou, focado na comunidade de Malihabad e sugere as raízes do nome tribal Afridi (nome do qual Aafreedi é derivado).
A história do assentamento judaico no Quirguistão remonta ao século 6 d.e.c, quando, de acordo com o site BukharianJews.com, evidências arqueológicas descobertas pela Academia de Ciência Quirguiz sugerem que os comerciantes judeus Cázaros começaram a visitar o território do Quirguistão. Na tradição do Quirguistão, o site explica, o termo dzeet (judeu) é encontrado pela primeira vez no poema épico nacional Quirguiz, "Manas", que remonta ao século 10 d.e.c, e que provavelmente incorpora tradições anteriores. O Manas menciona várias cidades com comunidades judaicas consideráveis, entre elas Samarcanda, Bukhara e Bagdá, assim como vários lugares do Oriente Médio, incluindo Jerusalém, que é descrito no poema como uma "cidade sagrada para os judeus". Uma seção inteira do poema é dedicada aos "tempos do Rei Salomão" (Sulaimandyn Tushunda). Várias lendas populares do Quirguistão referem-se a uma alta montanha de 130 metros, perto da cidade de Osh chamada de "trono do Rei Salomão." Os judeus locais comparavam a montanha ao Monte Sião. De acordo com a tradição do Quirguistão, Adão é considerado o pai da costura e tecelagem, Noé - da arquitetura e carpintaria, David - da metalurgia, e Abraão - dos barbeiros. Na região de Suzak no Quirguistão, há uma aldeia chamada Safar - possivelmente uma variante de "Sefarad" - pelos judeus de origem sefardita.
Conta-se que o vento e o sol constantemente discutiam sobre qual dos dois era mais importante. Vendo um dia um nômade num abrigo no meio do caminho, resolveram fazer um acordo para solucionar, de uma vez por todas, a discussão onde cada um, a sua vez, tentaria fazer com que o homem abandonasse o seu abrigo. O ganhador seria aquele que conseguisse em menos tempo. Feito o sorteio o vento seria o primeiro a tentar. Este lançou rajadas geladas, porém só conseguiu fazer com que o nômade se protegesse e se fechasse ainda mais em seu abrigo. Esgotado pelo esforço o vento se deu por vencido e passou a vez para o sol. Este, sorrindo, enviou seus cálidos raios quentes sobre o homem, que em poucos minutos estava fora do abrigo.
05/12/2012 Judeu de Kaifeng no Kotel Hamaaravi em JerusalémEsta nova era da internet e do YouTube, diversas vezes traz itens interessantes que nos chamam a atenção, muitos dos quais nos deixam querendo saber mais sobre o assunto. E assim foi para mim, depois de assistir a um vídeo sobre a chegada de sete jovens judeus de Kaifeng, China, que retornaram para a terra natal de seus ancestrais, Israel. Eles foram calorosamente recebidos no Aeroporto Ben-Gurion por quatro mulheres de Kaifeng, que já tinham vindo para Israel em 2006 com o objetivo de viver como judeus na terra de seus antepassados. Meu desejo de saber mais sobre os judeus de Kaifeng me colocou em contato com a organização Shavei Israel e com seu fundador e diretor, Michael Freund. Michael fez aliá para Israel em 1995 e atuou como Vice-Diretor de Comunicação e Planejamento Político no Gabinete do então primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Foi quando uma carta sincera chegou a sua mesa de um dos Bnei Menashe, na Índia, que afirmava ser descendente de uma tribo perdida de Israel, e isso o colocou em contato com os membros de sua comunidade. Ele sentiu a sinceridade e o desejo de fazer parte de Israel vindo daquela comunidade, e isso o levou para a pesquisa que incutiu nele uma determinação. Ajudar não só os Bnei Menashe, mas também muitos outros que possuem ramificações genéticas do povo judeu nos distintos lugares que chegaram como resultado de nossa turbulenta história. Michael dedicou-se a um novo caminho na vida, e se jogou na estrada em 1999, para fazer contato e aprender mais sobre, essa parte perdida do povo. Queria também saber se poderia ajudá-los a redescobrir as raízes e a encontrar seus caminhos de volta para a Terra de Israel. Assim a Shavei Israel foi criada e, sua ampla agenda, trouxe Michael para Kaifeng.