Cerca de 300 salvadorenhos, descendentes de conversos espanhóis, observam as leis do judaísmo e sonham em viver em Israel. "Eu queria me conectar com o Criador e encontrei nos mandamentos do judaísmo, a melhor maneira de fazê-lo", conta um líder da comunidade.
Centenas de anos após seus antepassados fugirem da Espanha, cerca de 300 descendentes de conversos espanhóis vivem em El Salvador em uma comunidade próspera, observando o judaísmo ortodoxo, mantendo as leis do Shabat e sonhando em se converter e emigrar para Israel, como judeus.
A comunidade construiu uma sinagoga na capital, San Salvador, e a nomeou de Beit Israel. Embora a congregação esteja espalhada por toda a cidade, um Minyan (Quorum para as orações, de 10 homens) se reúne lá três vezes por dia para as rezas da semana e nas sextas-feiras, véspera do Shabat, eles se reúnem no edifício no qual está localizada a sinagoga e dormem no saguão principal, para não ter que profanar o Shabat, viajando.
Eles se reúnem para as três refeições do Shabat (uma na sexta-feira à noite e as outras duas no sábado). Já que não há carne kosher em El Salvador, os membros da Beit Israel, não comem carne. Eles sabem de cor o hino nacional de Israel (em hebraico) e recentemente realizaram um serviço em memória aos soldados caídos nas guerras de Israel.