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O monoteísmo ético.

«E estas são as leis que lhes darás. Quando comprares um escravo hebreu, servirá para ti seis anos, e no sétimo ano sairá em liberdade gratuitamente» (Êxodo, 21, 1-3) Esta parashá, que inclui numerosas leis e mitzvot da religião judaica, aparece imediatamente depois dos Dez Mandamentos. Depois da entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, o povo poderia ter considerado que estes continham a totalidade das suas obrigações religiosas e morais. A parashá Mishpatim vem ensinar-nos que, para sermos pessoas morais, não é suficiente cumprir os Dez Mandamentos. Também não é suficiente cumpri-los para executar todas as obrigações religiosas judaicas. Os Dez Mandamentos, a parashá Mishpatim e todas as mitzvot foram entregues ao povo somente depois da sua saída do Egito. Se o povo de Israel tivesse recebido a Torá antes da saída do Egito, isso teria sido contra o plano divino, já que o objetivo da Torá coincide com o da liberdade. O objetivo da liberdade é ajudar o Homem a atingir um alto nível de moralidade de forma autónoma. A Torá é a “receita” do Eterno para que, através dela, o Homem alcance o seu propósito, tornando-se deste modo merecedor da sua imagem e semelhança divinas.
Aqui temos um excerto de um texto de Nora Goldfinger, que tem estado a viajar por vários locais de interesse judaico em Espanha e Portugal e aceitou partilhar a sua experiência connosco. Depois de tantas vilas desertas, chegar a Belmonte e ver a sinagoga Beit Eliyahu encheu-nos de alegria. Entrámos e ficámos surpreendidos pelo número de pessoas que lá se encontrava, até que nos disseram que eram um grupo de israelitas de visita a Belmonte. Enquanto acabavam de ler a Torá, eu queria guardar na memória o que via: As nove Estrelas de David azuis que emolduram as luzes do teto por cima da área das mulheres e um grande candeeiro decorado por três Estrelas de David douradas que se localiza quase mesmo por cima da bimá. As estrelas são de três tamanhos diferentes e duas delas estão enfeitadas com luzes. De um dos lados do Aron haKodesh está uma menorá feita de madeira e do outro lado podemos ver os leões de Yehuda. Depois da tradicional bênção dos Kohanim, foram devolvidos ao Aron haKodesh dois rolos de Torá. De repente, vi-me imersa na oração de Musaf, lendo a Amidá com judeus de outras partes do mundo, partilhando o espírito daquele Shabat particular. Durante o serviço religioso, ouvi o rabino falar em espanhol com uma pronúncia parecida à de Buenos Aires, Argentina. Aproximámo-nos para o cumprimentar e descobrimos que o seu nome é Elisha Salas e que era chileno. Começámos a falar e o rabino contou-nos a história de Belmonte. Como resultado da Inquisição, a prática oculta do judaísmo por parte dos cripto-judeus fê-los esquecer muitas das leis judaicas. A comunidade não tinha sinagoga, não tinha ideia de como fazer a circuncisão e menos ainda da língua hebraica, mas guardavam Pesach, Yom Kipur e Shabat.
O simbolismo da vestimenta.
Image result for las ropas del cohen gadol «E farás vestimentas para o teu irmão Aarão, para sua dignidade e esplendor.»   (Êxodo, 28, 2) A Torá dedica mais de quarenta versículos à descrição das vestimentas que Moisés teria que fornecer como “vestimentas sagradas” para os sacerdotes. Nesta parashá lemos uma descrição detalhada de tais vestimentas e dos materiais com os quais estas deveriam ser confecionadas. O vestuário dos sacerdotes no templo é descrito com o maior cuidado. As vestimentas eram sumptuosas, como fica especificado no versículo: “para sua dignidade e esplendor”. Porque eram tão importantes as vestimentas do Sumo Sacerdote? Geralmente, o judaísmo não se preocupa com aspetos exteriores como o vestuário, concentrando-se na qualidade espiritual da vida. O que têm em comum as “vestimentas sagradas” com a “dignidade” e o “esplendor”? Parece que a Torá se relaciona de um modo peculiar com as vestimentas dos sacerdotes e com o vestuário no geral. O interesse no vestuário não está relacionado com a sua funcionalidade – no que diz respeito à proteção contra o frio e similares – mas sim com o seu aspeto ético.

Aqui partilhamos convosco alguns excertos de um artigo da Noticias Magazine, a revista do Diário de Notícias, um dos maiores e mais conceituados jornais de Portugal. Há um novo fenómeno no interior português. Milhares de turistas judeus estão a invadir lugares como Castelo de Vide, Belmonte...

Porque é proibido acender fogo no Shabat?
«E reuniu Moisés toda a congregação dos filhos de Israel e disse-lhes: “Estas são as coisas que o Eterno ordenou fazer: Seis dias trabalharás e no sétimo dia descansarás, pois será dia santo, quer dizer, dedicado ao Eterno. Todo aquele que fizer um trabalho nesse dia será morto. Não acendereis fogo nas vossas moradas no dia de Sábado.»  (Êxodo, 35, 1-4) O cumprimento da ordem bíblica de respeitar o Shabat exige abster-se de todo o trabalho. Esta abstenção de trabalhar em Shabat não tem só por objetivo dar-nos tempo para levar a cabo outro tipo de atividades; ela é em si mesma o conteúdo básico do dia. O Shabat é um dia no qual não se trabalha. De's descansou da sua tarefa da Criação durante o Shabat, e o Homem deve descansar com Ele. Ordena-se ao judeu que considere que a experiência do descanso sabático possui grande valor educativo. Para respeitar o Shabat é necessário evitar conscientemente a execução de certas atividades, analisando para isso cada atividade, para poder decidir se se trata de um trabalho ou não. Este ato de análise forma parte da experiência sabática.
Aqui temos um excerto de um texto de Nora Goldfinger, que tem estado a viajar por vários locais de interesse judaico em Espanha e Portugal e aceitou partilhar a sua experiência connosco. Sabe-se que os judeus chegaram pela primeira vez a Espanha há muitos séculos. Encontram-se provas deste facto nos antigos manuscritos do Mar Morto (Manuscritos de Qumram), que mencionam a presença Judaica em Espanha. Em Portugal, os primeiros imigrantes judeus apareceram na região da Beira somente no fim do século XIII, sendo a Guarda a primeira cidade a aceitá-los. Trancoso, Covilhã e Castelo Branco aceitaram-nos no século XIV devido ao ambiente de antissemitismo existente na época em Espanha e à crescente imigração depois do édito de expulsão de 1492.

As comunidades de Bnei Anussim de Itália, Espanha, Portugal e América Latina entraram no espírito de Purim – E temos fotografias para prová-lo!  Aqui estão algumas fotografias do Chile: [gallery ids="|"] Colômbia [gallery ids="|"] Belmonte, Portugal [gallery ids="|"] Alicante, Espanha   [gallery ids="|"] San Nicandro, Italia [gallery ids="|"] E, finalmente, El Salvador [gallery ids="|"]        ...

O sentido do sacrifício.
«E chamou Moisés o Eterno e falou-lhe desde o Tabernáculo dizendo-lhe: “Diz aos filhos de Israel: Quando algum de vós quiser dar uma oferta de gado ao Eterno, dá-la-á de gado bovino ou de gado ovino... E apoiará a mão na cabeça do animal, que lhe será aceite para expiação. E degolará o vitelo diante do Eterno e os sacerdotes, filhos de Aarão, oferecerão o sangue, que aspergirão em volta do altar que está junto à entrada do Tabernáculo”.» (Levítico, 1, 1-6) Começamos a leitura do livro de Levítio (Vaikrá), o terceiro do Pentateuco. O livro de Levítico transporta-nos a um mundo novo: o dos sacrifícios, tema principal, que aparece de forma explícita e detalhada ao longo do livro.

PROJETO DE LEI de 2008. (Do Sr. Dr. Marcelo Itagiba) Dispõe sobre a instituição do dia 18 de março como data comemorativa do “Dia Nacional da Imigração Judaica” e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta lei tem por objetivo instituir data para a comemoração da contribuição...

De’s nosso e De’s de nossos pais: Enviaste a Shavei Israel para nos ajudar – Isso teria sido suficiente para nós. Estabeleceste centros de estudo na Índia – Isso teria sido suficiente para nós. Enviaste daianim para nos entrevistar – Isso teria sido suficiente para nós. Preparaste visas de aliá para a nossa viagem –...