Sinagoga em Helsinque[/caption]
Os Cantonistas que vieram para a terra das renas, decidiram ficar e estabelecer uma comunidade judaica, que existe até hoje. Na Segunda Guerra Mundial, lutaram ao lado dos nazistas contra os Aliados.
A história da comunidade judaica na Finlândia, a comunidade mais ao norte da Europa, é emocionante - apesar de ser uma das comunidades mais jovens e menores no continente.
Quando você quer conhecer uma comunidade judaica na Diáspora e compreender a sua natureza, uma das questões-chave é, quais são as raízes dos primeiros judeus que se instalaram lá. Não é o mesmo, uma comunidade de judeus que se estabeleceram após a destruição do Segundo Templo com a de judeus que vieram com expulsão da Espanha, e com uma comunidade que começa com sobreviventes do Holocausto. Não é o mesmo uma comunidade cujos membros vêm de Aleppo, na Síria, com uma comunidade de pessoas da Rússia e da Polônia. A origem da comunidade judaica finlandesa é "cantonista" - soldados judeus que serviram no exército russo, e que, com sua libertação foram autorizados a se instalar no país no século XIX.
Finlândia
Esta nova era da internet e do YouTube, diversas vezes traz itens interessantes que nos chamam a atenção, muitos dos quais nos deixam querendo saber mais sobre o assunto. E assim foi para mim, depois de assistir a um vídeo sobre a chegada de sete jovens judeus de Kaifeng, China, que retornaram para a terra natal de seus ancestrais, Israel. Eles foram calorosamente recebidos no Aeroporto Ben-Gurion por quatro mulheres de Kaifeng, que já tinham vindo para Israel em 2006 com o objetivo de viver como judeus na terra de seus antepassados.
Meu desejo de saber mais sobre os judeus de Kaifeng me colocou em contato com a organização Shavei Israel e com seu fundador e diretor, Michael Freund.
Michael fez aliá para Israel em 1995 e atuou como Vice-Diretor de Comunicação e Planejamento Político no Gabinete do então primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Foi quando uma carta sincera chegou a sua mesa de um dos Bnei Menashe, na Índia, que afirmava ser descendente de uma tribo perdida de Israel, e isso o colocou em contato com os membros de sua comunidade. Ele sentiu a sinceridade e o desejo de fazer parte de Israel vindo daquela comunidade, e isso o levou para a pesquisa que incutiu nele uma determinação. Ajudar não só os Bnei Menashe, mas também muitos outros que possuem ramificações genéticas do povo judeu nos distintos lugares que chegaram como resultado de nossa turbulenta história.
Michael dedicou-se a um novo caminho na vida, e se jogou na estrada em 1999, para fazer contato e aprender mais sobre, essa parte perdida do povo. Queria também saber se poderia ajudá-los a redescobrir as raízes e a encontrar seus caminhos de volta para a Terra de Israel. Assim a Shavei Israel foi criada e, sua ampla agenda, trouxe Michael para Kaifeng.
olhavam para fora das janelas do avião, ansiosos para ter um vislumbre de sua nova casa.
Por mais de 27 séculos, seus ancestrais perambularam no exílio, sonhando com o dia que, apesar das probabilidades, poderiam voltar. E agora, essa ambição tão antiga se tornou realidade quando, 53 novos imigrantes da comunidade de Bnei Menashe do nordeste da Índia, chegou ao aeroporto Ben Gurion.
"Quem disse que nós não vivemos em uma época de milagres?" Os Bnei Menashe são descendentes da tribo de Menashe, uma das dez tribos perdidas de Israel que foram exilados pelo império assírio em 722 a.e.c. Apesar de terem sido excluídos do povo judeu por muitos séculos, os Bnei Menashe permaneceram fiéis à sua herança, teimosamente agarrados à fé de seus antepassados. Eles observaram o Shabat e mantiveram a alimentação kosher, realizaram as festividades, praticaram os rituais de sacrifícios e até discutiram bastante entre eles assim como os judeus têm feito desde tempos longínquos.
Na verdade, os Bnei Menashe nunca esqueceram quem eram e de onde vieram, e seus sonhos de retornar.
Esta lealdade está sendo recompensada neste momento quando, a odisseia extraordinária termina e eles voltam para a terra de seus ancestrais, a terra de Israel.
Durante o ultimo ano, cada um deles expressou apoio para a realização da aliá dos 20.000 Falash Mura que ainda restam, para Israel. Descendentes de judeus etiópes convertidos ao Cristianismo, muitos contra a sua vontade, os Falash Mura agora desejam juntar-se ao Povo Judeu.
Com tal constelação de personalidades oferecendo o seu encorajamento e com as próprias autoridades etíopes não apresentando objeções, o que possivelmente poderia estar fazendo obstáculo à esta missão histórica e sionista?
A mais importante competição esportiva do mundo, terá início em poucas semanas, mas Israel já está cometendo um erro olímpico. Os próximos Jogos Olímpicos que acontecerão no verão de 2008 na China, brindarão novamente ao Estado Judeu a oportunidade de destacar-se no cenário mundial. Como de costume...