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Comentário sobre a porção semanal da Torá - Acharê Mot-Kedoshim   Esta Parashá nos ensina uma fórmula, recomendada pelo judaísmo, para manter sempre viva a esperança, para que o homem não se submeta a rotina. Sobre cada pessoa do Povo de Israel recai o preceito de contar...

Quando se descreve a alguém uma viagem ou um passeio, faz-se habitualmente uma descrição de algo que se aprecia como narrativo… uma discrição na qual expomos nossas ideias e vivências. Ao tentar descrever a Pesach em Belmonte, quero começar por caracterizar fisicamente: não foi uma...

PERGUNTA: QUANTAS VEZES POR DIA/SEMANA, OS JUDEUS REZAM?     RESPOSTA: A lei judaica orienta todo judeu a rezar três vezes por dia: pela manhã, à tarde e ao anoitecer. Estas orações são chamadas de Shacharit, Mincha e Arvit (ou Maariv), respectivamente. Nossos Sábios nos dizem que o costume...

Comentário sobre a Porção Semanal de Torá Emor   Avisar aos maiores sobre os menores No início deste Parashá, a Torá usa uma expressão especial: "Diga aos sacerdotes, filhos de Aharon, e lhes diga". Se trata de uma redundância imperdoável na Língua Portuguesa. Mesmo no hebraico bíblico, que não economiza nas redundâncias, esta parece especialmente estranha. Isso fez com que os comentaristas aplicassem um significado especial, já no Midrash, e reafirmado pelo grande comentarista Rashi: Esta redundância nos ensina "a alertar os maiores sobre os menores."18_10_2010_003101 O significado desta frase é que, recai aos adultos a responsabilidade de educarem seus filhos. Isto é óbvio, uma vez que todos entendem que os adultos devem educar as crianças. A obrigação de "ser frutífero e multiplicar-se", como orienta a Torá no primeiro capítulo do Gênesis, não se limita a dar à luz a uma criança, e, em seguida, deixá-la crescer selvagem. Os pais têm a obrigação de educar seus filhos, para incutir nestes, valores e, ajudá-los a descobrir os poderes e as qualidades que possuem. Este comando inclui a obrigação de avisar as crianças quando elas desviam do caminho certo, sempre com boas palavras para que estas estejam dispostas a aceitar as instruções paternais. Os pais devem se tornar bons conselheiros dos quais os filhos estão sempre dispostos a ir quando têm problemas ou dúvidas. Portanto, é evidente que os pais são responsáveis pela educação dos filhos. Por que, então, se repete esta obrigação neste contexto?
"E contareis para vós, desde o dia seguinte ao primeiro dia festivo, desde o dia em que tiverdes trazido o Omer da movimentação - sete semanas completas serão. Até o dia seguinte da sétima semana contareis 50 dias, e então oferecereis oblação nova (de trigo) ao Eterno". (Levítico 23:15-16) Sefirat HaOmer, a contagem do Omer, que começa na noite após o primeiro dia de Pessach e termina em Shavuot, inicialmente, era celebrada com dias de júbilo e alegria entre o povo de Israel. Durante estes dias, a cada noite, contamos um dia adicional, e o objetivo desta contagem é crescer espiritualmente. Cada dia, de acordo com a Cabalá, é um bom atributo que devemos adquirir, ou dito de outra forma, um aspecto que devemos corrigir. O objetivo desta contagem é a festa de Shavuot, na qual devemos atingir o nível espiritual mais elevado, de modo a sermos dignos de receber a Torá. Por exemplo, o primeiro dia da contagem é representado pelo atributo de "a Benevolência da Benevolência" (Chesed SheVaChesed). Benevolência, está relacionado ao amor ao próximo, portanto, o desafio deste dia é tentar melhorar este aspecto da nossa personalidade.
20150417_175045Cerca de 300 salvadorenhos, descendentes de conversos espanhóis, observam as leis do judaísmo e sonham em viver em Israel. "Eu queria me conectar com o Criador e encontrei nos mandamentos do judaísmo, a melhor maneira de fazê-lo", conta um líder da comunidade. Centenas de anos após seus antepassados fugirem da Espanha, cerca de 300 descendentes de conversos espanhóis vivem em El Salvador em uma comunidade próspera, observando o judaísmo ortodoxo, mantendo as leis do Shabat e sonhando em se converter e emigrar para Israel, como judeus. A comunidade construiu uma sinagoga na capital, San Salvador, e a nomeou de Beit Israel. Embora a congregação esteja espalhada por toda a cidade, um Minyan (Quorum para as orações, de 10 homens) se reúne lá três vezes por dia para as rezas da semana e nas sextas-feiras, véspera do Shabat, eles se reúnem no edifício no qual está localizada a sinagoga e dormem no saguão principal, para não ter que profanar o Shabat, viajando. Eles se reúnem para as três refeições do Shabat (uma na sexta-feira à noite e as outras duas no sábado). Já que não há carne kosher em El Salvador, os membros da Beit Israel, não comem carne. Eles sabem de cor o hino nacional de Israel (em hebraico) e recentemente realizaram um serviço em memória aos soldados caídos nas guerras de Israel.20150417_175045
PERGUNTA --> Todo judeu é rico? dep_5821530-Jewish-Man-holding-moneyRESPOSTA --> Quem me dera!! Você já deve conhecer estes estereótipos e já deve ter escutado algum comentários deste estilo. E, eventualmente, muitos acabam se perguntando... "Será verdade?" Com certeza... NÃO! Em primeiro lugar, quando a palavra "TODO" vem acompanhada de alguma afirmação, esta, deve, simplesmente ser rejeitada. Declarações universais e generalizações infelizmente, são um erro muito comum, mas não deixam de ser um erro grave. E, desta maneira, a afirmação "os judeus são TODOS ricos", claramente não é verdadeira. Um bom exemplo é a cidade de Nova Iorque, que possui uma grande e poderosa comunidade judaica e, os judeus, a fama de serem todos ricos. De acordo com um estudo realizado pela UJA-Federation of New York, 500.000 judeus vivem abaixo da linha da pobreza, somente nesta cidade. Então, por que este estereótipo? Não sei se existe uma resposta certa. Mas normalmente quando caracterizamos um grupo de pessoas de alguma maneira, estamos, de certo modo dizendo que eles são diferentes de nós. O antisemitismo buscou por muitos anos desculpas para afirmar que os judeus eram "diferentes" e portanto, razões pelas quais mereciam serem tratados diferente, quando, normalmente, isso terminava mal.
F130508YS76Ergue-se em silêncio, contemplativo, como uma sentinela que guarda seu posto, projetando força e um sentido dramático de história ao mesmo tempo que invoca os nossos anseios mais profundos sobre o destino dos judeus. Como local mais conhecido em toda Jerusalém, é um símbolo que ressoa profundamente e, por vezes inescrutavelmente no coração de todos aqueles que sentem a suavidade de seu toque. Na verdade, para aqueles de nós que nasceram após os acontecimentos milagrosos de 1967, da Guerra dos Seis Dias, é difícil conceber um momento em que o Muro Ocidental estava contaminado e inacessível, definhando sem esperança sob domínio estrangeiro. Nós o visitamos sempre que queremos, livres para recitar qualquer oração, oferecer o máximo de glória ou derramar a quantidade de lágrimas que nossos corações possam desejar. No entanto, foi somente ha 48 anos atrás, no dia de hoje, no 28º dia do mês hebraico de Iyar, que esta antiga relíquia do período do Templo Sagrado, foi devolvida para nosso povo, um evento que, desde então, é comemorado a cada ano como Yom Yerushalayim.
Comentário sobre a Porção Semanal - Bamidbar     Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar ("no deserto"), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas. Paradoxalmente, é "neste" deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um "laboratório" no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo. No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de "fermentação" de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade. De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.file_0Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar ("no deserto"), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas. Paradoxalmente, é "neste" deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um "laboratório" no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo. No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de "fermentação" de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade. De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.file_0Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar ("no deserto"), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas. Paradoxalmente, é "neste" deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um "laboratório" no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo. No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de "fermentação" de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade. De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.

PERGUNTA --> Qual a função de um Rabino na comunidade judaica? RESPOSTA --> No famoso livro da tradição judaica Oral, a Ética dos Pais, aprendemos: "Faça para você um Rabino!", instruindo todo judeu a buscar um Rabino para servir como guia em sua jornada no mundo. Hoje...