{"id":138244,"date":"2021-05-27T16:33:09","date_gmt":"2021-05-27T14:33:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.shavei.org\/blog\/2021\/05\/27\/parashat-vaietze\/"},"modified":"2021-05-27T16:33:09","modified_gmt":"2021-05-27T14:33:09","slug":"parashat-vaietze","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.shavei.org\/pt-br\/blog\/2021\/05\/27\/parashat-vaietze\/","title":{"rendered":"Parashat Vaietze"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Elogios\u00a0 a Lea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Autora: Edith Blaustein<\/p>\n\n\n\n<p>Extra\u00eddo do texto de Shulamit Hareven na Antologia <em>Korot\nmeBereshit<\/em>, de Ruth Ravitzky.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros dias de Jacob, enquanto\nainda tem a sua primeira identidade e n\u00e3o \u00e9 Israel, h\u00e1 nele uma esp\u00e9cie de\nnega\u00e7\u00e3o da disc\u00f3rdia. Uma nega\u00e7\u00e3o da vida. Caracter\u00edstica, diria um psic\u00f3logo\nmoderno, do filho mimado da sua m\u00e3e, do filho preferido, cujo relacionamento\ncom a sua m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 nem mais nem menos do que a vara com a qual ele mede o\nmundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem mais reflex\u00e3o, o jovem Jacob assume o\nroubo, sem vacilar, sai ao caminho e chega \u00e0 mesa do seu sogro (tamb\u00e9m irm\u00e3o de\nsua m\u00e3e) quando trabalha para ele (estamos perante o primeiro retrato do que \u00e9\numa rela\u00e7\u00e3o entre sogro e genro).<\/p>\n\n\n\n<p>Isaac tamb\u00e9m trouxe sua esposa atrav\u00e9s de\num enviado (e n\u00e3o bebeu nem um copo de \u00e1gua na casa do seu sogro). Jacob n\u00e3o\npossui a independ\u00eancia masculina claramente estabelecida que caracteriza os\nl\u00edderes do povo. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o criador de uma vida patriarcal, seu pai e av\u00f4\nn\u00e3o lhe serviram de exemplo. Ele \u00e9, pode dizer-se, um filho sem pai, \u00abo filho\nda mam\u00e3\u00bb, um homem cheio de imagina\u00e7\u00e3o, cuja for\u00e7a n\u00e3o se encontra no conflito\ndireto. Ele \u00e9 um homem encoberto.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o das suas duas mulheres,\nRaquel e Lea, faz parte da nega\u00e7\u00e3o do conflito em Jacob, uma parte do mundo\nimagin\u00e1rio em que ele se encontra.<\/p>\n\n\n\n<p>Jacob diminui cada uma das irm\u00e3s: em\nRaquel recusa-se a ver a sua ess\u00eancia maternal; s\u00f3 v\u00ea a bela mulher por quem se\napaixonou, e, em Lea, pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 v\u00ea o aspeto maternal e n\u00e3o a sua\ndimens\u00e3o de esposa \/ mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>O amor de Jacob por Raquel \u00e9 o amor do\nsentimento (t\u00e3o caracter\u00edstico da adolesc\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio, Raquel n\u00e3o quer ser essa\nmulher que Jacob ama; ela n\u00e3o quer ser a mulher-mito, a mulher-menina: ela\npercebe muito claramente a pobreza humana essencial de uma situa\u00e7\u00e3o fechada e\ncoberta como esta, que n\u00e3o tem sa\u00edda, e quer, expressamente, ser como sua irm\u00e3\nLea.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista simb\u00f3lico, quando ela\nchega a Jacob com a exig\u00eancia \u00abD\u00e1-me filhos, sen\u00e3o morro\u00bb, ela est\u00e1 exigindo\nque ele pare de fazer dela a mulher extra\u00edda de sua imagina\u00e7\u00e3o errante, e que\nveja suas verdadeiras necessidades. Mas ent\u00e3o \u00abJacob ficou muito zangado\u00bb:\nZangou-se pelo pr\u00f3prio facto da exig\u00eancia. Ele n\u00e3o lhe sugere que reze para ter\num filho. N\u00e3o lhe d\u00e1 esperan\u00e7a alguma. Ele diz: Foi De&#8217;s quem te impediu de dar\n\u00e0 luz. Noutras palavras, continua teimosamente a ver a esterilidade de Raquel\ncomo um princ\u00edpio de De&#8217;s, como uma for\u00e7a especial, como uma parte da magia que\n\u00e9 imposs\u00edvel mudar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, Jacob n\u00e3o est\u00e1 inclinado a\nalterar situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o discute com De&#8217;s, como fez Abra\u00e3o no caso de Sodoma, ou\ncomo fez Isaac para pedir a De&#8217;s que abra o ventre de Rebeca. Jacob pensa que\nn\u00e3o tem o poder de mudar nada. N\u00e3o tem for\u00e7as para acreditar na possibilidade\nde uma mudan\u00e7a. Prefere permanecer na sua perce\u00e7\u00e3o de que existem for\u00e7as\nm\u00e1gicas que n\u00e3o est\u00e3o sob seu dom\u00ednio e que, portanto, n\u00e3o \u00e9 obrigado a\nmud\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p>Lea, cujos \u00abolhos s\u00e3o meigos\u00bb, numa\nleitura detalhada, n\u00e3o \u00e9 aquela personagem fraca que s\u00f3 sabe ter filhos, que\nn\u00f3s vemos assim, talvez por influ\u00eancia de Jacob, e que se projeta em n\u00f3s at\u00e9\nhoje.<\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a vital de Lea \u00e9 muito mais forte\nque a de Rachel, n\u00e3o s\u00f3 na sua fertilidade, que \u00e9 consequ\u00eancia e n\u00e3o qualidade,\nmas na sua humanidade. Em nenhum texto \u00e9 dito ou sugerido se Raquel tem for\u00e7as\npara amar o seu marido. Raquel at\u00e9 vende a sua noite com o marido por umas\nmandr\u00e1goras. Lea ama-o e luta por ele. Aos olhos de Raquel, os filhos s\u00e3o o\nobjetivo; aos olhos de Lea, os filhos s\u00e3o o meio para obter o amor de Jacob.<\/p>\n\n\n\n<p>A personalidade realmente emotiva,\npossuidora da verdadeira for\u00e7a rom\u00e2ntica, e n\u00e3o a aparente, de amor e de luta\ndesesperada, \u00e9 a de Lea e n\u00e3o a de Raquel.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos olhos de Lea, Jacob \u00e9 marido s\u00f3 dela e\nela n\u00e3o reconhece a ningu\u00e9m o direito o partilhar (<em>Ainda \u00e9 pouco teres\nlevado o meu marido?..<\/em> (Gen., 30:15) \u2013 como se ele tamb\u00e9m n\u00e3o fosse marido\nde Raquel). Este \u00e9 a sua forma de amar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Jacob n\u00e3o via as coisas como eram;\nnunca percebeu que o mito que ele tanto desejava esteve sempre ao seu lado, na\nsua cama.<\/p>\n\n\n\n<p>Lea \u00e9 a \u00ababorrecida\u00bb, literalmente. Jacob\npersegue uma mentira, vai atr\u00e1s de um engano de brilho luar distante, que nunca\npode ser alcan\u00e7ado, j\u00e1 que que n\u00e3o vem de De&#8217;s, mas da magia. O pr\u00f3prio facto\nde as&nbsp; mulheres de Jacob serem trocadas\ntem um certo esplendor. Ele passa uma noite inteira de amor com Lea-Raquel, sem\nperceber a diferen\u00e7a, e quando lhe mostram \u00e0 luz do dia que a Raquel do seu\ncora\u00e7\u00e3o \u00e9 na verdade Lea, ele n\u00e3o percebe. N\u00e3o entende o que lhe \u00e9 pedido que\nentenda, n\u00e3o se curou do feiti\u00e7o. A nega\u00e7\u00e3o completa de qualquer conflito em\nque Jacob esteja envolvido obriga-o a continuar e a separar o \u00abprinc\u00edpio Lea\u00bb\ndo \u00abprinc\u00edpio Raquel\u00bb. Essa dicotomia enganosa, como se fossem princ\u00edpios\nopostos, onde uma \u00e9 a amada e a outra odiada, mant\u00e9m Jacob preso. Na sua cama \u00e9\ncriada a maldi\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o, que ser\u00e1 mantida posteriormente ao longo das\ngera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a divina interv\u00e9m aqui com\ndedica\u00e7\u00e3o. Como se quisesse ensinar a Jacob figurativamente que gastou todo o\nvigor da sua vida numa quest\u00e3o secund\u00e1ria: Raquel est\u00e1 enterrada na beira da\nestrada, enquanto Lea est\u00e1 enterrada no t\u00famulo de Machpel\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece que Jacob tivesse afastado Rachel\npara fora dos limites permitido e do poss\u00edvel, e assim introduziu nos seus\nfilhos o princ\u00edpio da di\u00e1spora. Jos\u00e9, filho de Raquel, \u00e9 retirado do c\u00edrculo da\nvida na terra de Israel. A tribo de Efraim e a meia tribo de Menash\u00e9 levam\nmuito tempo para entrar em Israel. Eles n\u00e3o querem agir com energia, s\u00f3 quando\ns\u00e3o for\u00e7ados a tomar o destino nas suas m\u00e3os, \u00e9 que quebram o feiti\u00e7o que\npesava sobre Rachel e estabelecem-se permanentemente. O monte de Efraim nunca\ndeixou de ser um lugar onde se praticava o paganismo. A di\u00e1spora est\u00e1\nrelacionada com os filhos de Rachel. E n\u00e3o apenas a dispers\u00e3o, mas tamb\u00e9m\nesterilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas mulheres est\u00e9reis mais importantes\ndescritas mais adiante no Tanach s\u00e3o Chana, m\u00e3e de Samuel, e Michal, a filha de\nSaul. Ambas descendentes de Raquel, porque Chana pertence \u00e0 tribo de Efraim e\nMichal \u00e0 de Benjamim.<\/p>\n\n\n\n<p>O fundamento da beleza e esterilidade da\ncasa de Saul \u00e9 um princ\u00edpio totalmente pertencente a Raquel; embora Michal,\nfilha de Saul, seja a \u00fanica mulher no Tanach sobre a qual se diz (duas vezes)\nque amou um homem. \u00c0 primeira vista, amou-o e exigiu ser dele. Apesar dessa\ntremenda independ\u00eancia, a maldi\u00e7\u00e3o que pesava sobre Raquel permaneceu nela.<\/p>\n\n\n\n<p>Como nos foi sugerido atrav\u00e9s das\ngera\u00e7\u00f5es, Raquel representa a esterilidade da di\u00e1spora. Mas os filhos de Raquel\nreceberam uma compensa\u00e7\u00e3o muito grande: beleza e gra\u00e7a pessoal, al\u00e9m da\ncompensa\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria; n\u00e3o deveriam ser punidos porque n\u00e3o pecaram em nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o ciclo da vida estabelece que o\ngrande evento hist\u00f3rico, a revela\u00e7\u00e3o divina e n\u00e3o a m\u00e1gica, tenha permanecido\nao longo das gera\u00e7\u00f5es entre os filhos de Lea.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum no Tanach que um homem com uma\nresponsabilidade hist\u00f3rica tenha algo mudado em seu nome. Ent\u00e3o Abr\u00e3o \u00e9 Abra\u00e3o,\nSarai \u00e9 Sara, Oshea \u00e9 Yeoshua. Jacob \u00e9 o \u00fanico que, com sua entrada na corrente\nhist\u00f3rica, n\u00e3o recebe nenhuma mudan\u00e7a em nenhuma letra de seu nome, mas recebe\numa mudan\u00e7a completa de identidade. Mais uma vez, a interven\u00e7\u00e3o divina aparece,\ndesta vez projetada em forma simb\u00f3lica, quando o seu nome \u00e9 mudado de Jacob\npara Israel ap\u00f3s a sua luta com De&#8217;s.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando seu nome \u00e9 mudado pela primeira\nvez, ap\u00f3s a luta solit\u00e1ria na margem do rio, parece que o facto ainda n\u00e3o se\nenraizou: Jacob n\u00e3o muda. Coxeando e teimoso, continua \u00e0 sua maneira. \u00c9\nnecess\u00e1ria mais uma interven\u00e7\u00e3o divina, e isso ocorre em Bet-El. Ent\u00e3o Jacob \u00e9\ndeclarado Israel. Desta vez, da boca do pr\u00f3prio Santo, Bendito Seja.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 mais escapat\u00f3ria; deve enfrentar\nseu destino hist\u00f3rico, tornar-se um povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o que acontece imediatamente depois\nde Bet-El? A uma curta dist\u00e2ncia de ali, Raquel morre, ou como Jacob mais tarde\ndir\u00e1: \u00abRaquel morreu-me\u00bb. Literalmente: Raquel, a imagin\u00e1ria, aquela que nunca\nexistiu, a Raquel da sua fantasia, \u00abmorreu para ele\u00bb no seu interior, ao lado\nda verdadeira Raquel (e, sem d\u00favida, infeliz), para que ele pudesse come\u00e7ar sua\nmiss\u00e3o como Israel. E ent\u00e3o a primeira coisa que ele faz \u00e9 ir ver Isaac, seu\npai. Retorna \u00e0 funda\u00e7\u00e3o patriarcal. Ele n\u00e3o tem mais medo de Esav. Ele \u00e9\nIsrael, que pode enfrentar os conflitos em sua vida. Isaac morre e ele \u00e9 seu\nherdeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem ouvimos dizer que Jacob-Israel chora\nRaquel com um lamento especial. Ele, art\u00edfice da palavra, n\u00e3o diz nada.\nApressa-se a enterr\u00e1-la, coloca uma l\u00e1pide, \u00abe Israel viaja.\u00bb N\u00e3o h\u00e1 descanso;\no amor m\u00e1gico foi enterrado numa sepultura apressada. O local onde uma pessoa \u00e9\nenterrada \u00e9 muito importante para Jacob, ele \u00e9 muito cuidadoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o fim amargo de uma fantasia, que \u00e9\nenterrada rapidamente e sem lamenta\u00e7\u00e3o ou choro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nenhum homem muda a sua maneira de ser\nde um dia para o outro, muito menos um homem como Jacob. Em pouco tempo volta a\ndesviar-se com o epis\u00f3dio de Jos\u00e9 e, de certa maneira, tamb\u00e9m com&nbsp; Benjamim.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez ele divide, novamente prefere\no sentido m\u00e1gico pessoal em detrimento da realidade que lhe \u00e9 destinada, que\nentretanto se revestiu de uma maneira muito tang\u00edvel: um grupo de filhos que\nest\u00e3o zangados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele renova o feiti\u00e7o nos filhos de Rachel.\nE n\u00e3o lhes faz nenhum bem com isso. Joseph \u00e9 punido pelos sonhos, pelos de seu\npai e pelos dele. A puni\u00e7\u00e3o \u00e9 a di\u00e1spora. Jacob tamb\u00e9m, no final de sua vida,\nn\u00e3o p\u00f4de manter sua casa na Terra de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o \u00e9 um dos escavadores de po\u00e7os,\ncomo seu pai e av\u00f4. Eles cavaram po\u00e7os, ele colocou l\u00e1pides. E terminou sua\nvida na di\u00e1spora, abrigado sob o poder de seu filho, que, por sua vez, estava\nsob as ordens de um governante estrangeiro. Realmente n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito\nrespeit\u00e1vel para o pai de um grande povo. No momento em que se desenvolve, com\no apoio de Jacob, o fundamento de Raquel, todos descendem \u00e0 di\u00e1spora.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se dizer que Jos\u00e9 \u00e9, em ess\u00eancia, o\nprimeiro judeu diasp\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Viu-se inclusive obrigado a apoiar seus\nirm\u00e3os israelenses em momentos de necessidade. Nada de novo sob o sol.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 \u00e0 escravid\u00e3o e a partida do Egito, o\npovo est\u00e1 sob a prote\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de um filho de Raquel. A reden\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode\nvir das m\u00e3os de um filho de Lea: Mois\u00e9s, da tribo de Levi. \u00c9 ele quem reintegra\no fundamento patriarcal e o princ\u00edpio da terra. Ambos os princ\u00edpios s\u00e3o sempre\nencontrados juntos na B\u00edblia: A terra de Cana\u00e3 \u00e9 a terra dos patriarcas, o\nlocal do monote\u00edsmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 n\u00e3o saiu diminu\u00eddo: as qualidades de\nRaquel, a intelig\u00eancia, a rapidez, a gra\u00e7a que conquista o cora\u00e7\u00e3o dos estranhos,\ntudo isso, juntamente com a recompensa material, s\u00e3o sinais da di\u00e1spora.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de se sair bem, de subir\nos degraus do poder estrangeiro, o carisma, t\u00eam sido&nbsp; caracter\u00edsticas de Raquel, a ladra do Trafim.\n(Em G\u00e9n., 31:19 Raquel rouba a seu pai estes\nelementos idol\u00e1tricos que tamb\u00e9m s\u00e3o usados por Lab\u00e3o para adivinha\u00e7\u00e3o e\nfeiti\u00e7aria).<\/p>\n\n\n\n<p>Depois vem o trabalho for\u00e7ado e a\nescravid\u00e3o. De alguma forma, a di\u00e1spora vem de Raquel, uma consequ\u00eancia do erro\ndo princ\u00edpio da Raquel de Jacob, do engano. E n\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o que Raquel \u00e9 a m\u00e3e\nque chora por seus filhos exilados. Os filhos de Lea n\u00e3o foram para a di\u00e1spora?\nSim. Mas aqui trata-se do sentido da di\u00e1spora: O distanciamento, a\nesterilidade, o temporal, s\u00e3o o eco do princ\u00edpio de Raquel, consequ\u00eancia da mentira\ne da separa\u00e7\u00e3o que aqui se encontram. A consequ\u00eancia \u00e9 ficar de fora do grande\n\u00abprojeto\u00bb de De&#8217;s.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito estranho o modo como Jacob\nprocurou com todas as suas for\u00e7as, at\u00e9 seus \u00faltimos dias, perseverar na\ndicotomia sobre suas duas mulheres. De&#8217;s n\u00e3o lhe respondeu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00abAs b\u00ean\u00e7\u00e3os de seu pai s\u00e3o mais\nimportantes que as b\u00ean\u00e7\u00e3os de meu pai\u00bb, diz Jacob a Joseph, e d\u00e1 a ele e a seus\nfilhos b\u00ean\u00e7\u00e3os de diferentes tipos. Mas antes de aben\u00e7oar seus filhos, ele pede\nque seus netos, os filhos de Joseph, se coloquem de p\u00e9 ao lado dos filhos de\nLea, e n\u00e3o \u00e9 atendido.<\/p>\n\n\n\n<p>O divino n\u00e3o responde \u00e0 magia privada.\nDavid constr\u00f3i o reino e Mois\u00e9s \u00e9 o maior dos profetas, todos eles v\u00eam dos\nfilhos de Lea, Jud\u00e1 e Levi. O Monte do Templo e a capital n\u00e3o se encontrar\u00e3o na\nheran\u00e7a dos filhos de Raquel. O Divino passou por cima do m\u00e1gico e o deixou-o \u00e0\nbeira do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00edrito, a poesia, a moral, o reinado,\nforam revelados aos filhos de Lea. E \u00e9 claro que, no final, o pr\u00f3prio Jacob\npede para ser enterrado ao seu lado, como se, em sua morte, ele mudasse e\naceitasse a senten\u00e7a divina. Permanece com seus antepassados, em sua terra e\ncom sua verdadeira esposa.<\/p>\n\n\n\n<p>A atra\u00e7\u00e3o de Raquel \u00e9 forte, vemo-lo em\nmuitos escritores, que foram seduzidos por sua apar\u00eancia. A imagina\u00e7\u00e3o\ncontinuou e a relev\u00e2ncia po\u00e9tica foi atribu\u00edda a Raquel, e a qualidade\n\u00abprosaica\u00bb a Lea. No entanto, essa diferencia\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem fundamento. N\u00e3o \u00e9\natribu\u00edvel a um fundamento po\u00e9tico, a diferen\u00e7a n\u00e3o passa de um engano. H\u00e1\nmuita prosa turva e falta de imagina\u00e7\u00e3o, sem um remanescente de bondade, na\ness\u00eancia de Raquel, a ladra dos Trafim. At\u00e9 o ci\u00fame e as disputas e o epis\u00f3dio\ndas mandr\u00e1goras.<\/p>\n\n\n\n<p>O nascimento e a morte da matriarca da\nestrada, quando a caravana quase n\u00e3o para. Por outro lado, h\u00e1 muita poesia na\ness\u00eancia de Lea e na sua luta desesperada pela alma do homem que ama. Ela n\u00e3o\ntem esperan\u00e7a, porque Jacob nunca ser\u00e1 um homem completo em sua alma, um homem\ncom a bondade de De&#8217;s. Jacob diz ao Fara\u00f3 que os anos de sua vida foram duros e\namargos, e isso, \u00e9 claro, \u00e9 a verdade suprema. Um psic\u00f3logo moderno veria em\nsuas contradi\u00e7\u00f5es repetidas e n\u00e3o resolvidas a impossibilidade de se libertar\nda magia. Um relacionamento edipiano n\u00e3o resolvido, em sua impossibilidade de\ntolerar um conflito real, \u00abconflito genital\u00bb em termos psicol\u00f3gicos, em sua\nfalta de f\u00e9 b\u00e1sica na possibilidade de mudan\u00e7a e em seu desejo de se sentir\nprotegido at\u00e9 o fim de seus dias. Mas desta vez n\u00e3o estamos interessados em\npsicologia. Lea nunca conseguiu libertar Jacob do mundo assombrado em que ele\nestava preso, mesmo quando a for\u00e7a da moral e a energia da vida estavam do seu\nlado.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos escritores continuaram no caminho\ndo pecado de Jacob. Por exemplo, Tomas Mann em <em>Jos\u00e9 e seus irm\u00e3os<\/em>, sua\nprefer\u00eancia pelos belos e inteligentes deixa muitas suspeitas, enquanto os\nfilhos de Lea recebem uma descri\u00e7\u00e3o quase caricatural. Ele insiste em ver a\nvitalidade nervosa especial dos filhos de Raquel como uma qualidade espiritual,\ne a dos filhos de Lea como um atributo materialista. Mann esquece que a gra\u00e7a\nque desperta a aten\u00e7\u00e3o e a est\u00e9tica n\u00e3o t\u00eam nada do divino no sentido mais\nelevado do termo, mas muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um tipo de compensa\u00e7\u00e3o dada pela\nfalta do divino.<\/p>\n\n\n\n<p>A origem das qualidades espirituais, da\ness\u00eancia divina, do princ\u00edpio de Raquel, tem em v\u00e1rios autores um significado\nde olhar diasp\u00f3rico. Uma linha direta leva-nos daqui a v\u00e1rios autores judeus\nnorte-americanos dos nossos dias. Um olhar que prefere um princ\u00edpio de beleza \u00e0\nfor\u00e7a, imagina\u00e7\u00e3o \u00e0 vitalidade, prote\u00e7\u00e3o estrangeira ao orgulho, ast\u00facia ao\nsimples. Pecam porque se separam entre duas possibilidades. Este \u00e9 precisamente\no pecado de Jacob, a dicotomia. Ent\u00e3o, no seu tempo, Jacob transformou Raquel\nnum mito, e Lea num monstro. Mann, entre outros, teima em ver os filhos de Lea\ncomo homens grandes que serviam apenas para a luta, um pouco tolos at\u00e9. Isso \u00e9\nmais que um pecado liter\u00e1rio, \u00e9 uma c\u00f3moda filosofia de vida, sentimental,\ndecadente, que n\u00e3o entra realmente em conflito com o princ\u00edpio de Lea, pois \u00e9\nela, e n\u00e3o outra, a fundadora da estirpe espiritual e f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece que, precisamente, sua vida\ncinzenta, onde tudo \u00e9 dado sem gra\u00e7a, sem coisas que se destacam, \u00e9 o que\nreflete a verdade. E acaba sendo mais espiritual do que a gra\u00e7a v\u00e3 e\ninteligente dos filhos de Raquel, fruto da imagina\u00e7\u00e3o de Jacob. Talvez tenha\nchegado a hora, do ponto de vista liter\u00e1rio e metaf\u00edsico, de rever mais de\nperto a ess\u00eancia de Lea e seus fundamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o a odiada pelo sonhador, mas,\nprecisamente por causa dessa diferencia\u00e7\u00e3o, a amada pela for\u00e7a divina,\ndestinada a ser a matriarca de uma grande religi\u00e3o e do grande povo. \u00c9 a\nexist\u00eancia judaica em sua ess\u00eancia e sua surpreendente pluralidade, na qual a\ndivis\u00e3o de Raquel \u00e9 incorporada \u00e0s suas margens, porque tudo est\u00e1 inclu\u00eddo em\nLea.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nantologia <em>Korot meBereshit, mulheres israelenses escrevem sobre o livro\nBereshit<\/em>, compilado por Ruth Ravitzky, foi publicada por Iediot Ajronot,\nTel Aviv, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o livre de Edith Blaustein<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elogios\u00a0 a Lea Autora: Edith Blaustein Extra\u00eddo do texto de Shulamit Hareven na Antologia Korot meBereshit, de Ruth Ravitzky. 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