{"id":138193,"date":"2021-05-27T16:32:23","date_gmt":"2021-05-27T14:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.shavei.org\/blog\/2021\/05\/27\/parasha-behar\/"},"modified":"2021-05-27T16:32:23","modified_gmt":"2021-05-27T14:32:23","slug":"parasha-behar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.shavei.org\/pt-br\/blog\/2021\/05\/27\/parasha-behar\/","title":{"rendered":"Parash\u00e1 Behar"},"content":{"rendered":"\n<p>Retirado do livro <em>Ideas de Vaikra, <\/em>dos\nrabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe<\/p>\n\n\n\n<p>Rambam menciona mais de 13 preceitos que\nt\u00eam a ver com o servo hebreu. N\u00e3o o maltratar, n\u00e3o o vender nos mercados de\nescravos, n\u00e3o lhe dar tarefas que se d\u00e3o a um escravo, libert\u00e1-lo no ano\nsab\u00e1tico, quando sair em liberdade n\u00e3o sai com as m\u00e3os vazias, resgatar a serva\nhebreia que foi tomada prisioneira, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro assunto de que a Tor\u00e1 nos fala,\na seguir aos 10 mandamentos, \u00e9 o assunto dos servos. \u00c9 a primeira ordem que a\nlei hebraica d\u00e1 aos ju\u00edzes: como deve ser a lei do servo hebreu. E s\u00f3 depois\nvir\u00e3o os casos mais graves, como aqueles que levam \u00e0 pena de morte.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os historiadores, deixou de\nhaver escravos hebreus no fim da \u00e9poca do Segundo Templo (em Roma, que foi\nposterior ao segundo templo, 80% da popula\u00e7\u00e3o eram escravos e apenas 20% eram\ncidad\u00e3os do imp\u00e9rio) e, apesar de ser dif\u00edcil de acreditar, ainda hoje em dia\nh\u00e1 sociedades onde existem escravos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Profeta Jeremias conta-nos que logo ap\u00f3s\na sa\u00edda do Egito j\u00e1 havia entre o povo de Israel indiv\u00edduos que eram escravos\nde outros israelitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que saber que na antiguidade a\nescravid\u00e3o era algo muito aceit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem defenda que as tribos de Ruben,\nSime\u00e3o e Levi n\u00e3o foram escravizadas pelos eg\u00edpcios. \u00c9 por isso que quando a\nTor\u00e1 nos relata em Shemot a lista dos cabe\u00e7as de fam\u00edlia traz Ruben, Sim\u00e3o e\nLevi, e nada mais. Meshech Chochm\u00e1, um comentarista b\u00edblico, diz que este foi o\nmotivo pelo qual estas tr\u00eas tribos n\u00e3o tiveram parte na terra de Israel, j\u00e1 que\neles n\u00e3o foram escravos no Egito e, para al\u00e9m disso, tomaram escravos para eles\nde entre os filhos de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Na B\u00edblia, apenas uma vez aparece o termo\n\u201cservo hebreu\u201d (fora do contexto desta parash\u00e1), e \u00e9 com Yosef, mais\nprecisamente com a esposa de Putifar, que o chama assim. \u00c9 como se a Tor\u00e1 n\u00e3o\nquisesse aceitar esta condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o desejando que existam servos hebreus, e \u00e9\npor isso que n\u00e3o os menciona tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se a Tor\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 de acordo, ent\u00e3o,\nporque n\u00e3o os proibiu definitivamente? Porque n\u00e3o abolir a escravid\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A Tor\u00e1 n\u00e3o pede coisas que os homens n\u00e3o\npossam fazer. Por exemplo, a Tor\u00e1 n\u00e3o nos obriga a jejuar durante tr\u00eas dias,\netc. E apesar de poder ser poss\u00edvel, da mesma maneira, n\u00e3o nos ordenou anular a\nescravid\u00e3o, mas sim imp\u00f4s-lhe muitos limites.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais \u00e0 frente, em Devarim 15:18, vemos que\no motivo dos seis anos \u00e9 que o servo trabalhe apenas seis anos, quer dizer, a\nTor\u00e1 n\u00e3o quer que ele trabalhe mais de seis anos com a mesma pessoa, porque\ndepois de tanto tempo o servo habitua-se a ser dependente de outros para toda a\nvida. Mais para a frente vamos ver que mal tem isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Rambam, em Mishneh Tor\u00e1, explica-nos como\nse adquiria um servo hebreu: n\u00e3o era adquirido no mercado de escravos normal,\nmas sim era o tribunal rab\u00ednico quem autorizava a venda de um escravo, e isso\nacontecia quando o indiv\u00edduo se tornava demasiado pobre e n\u00e3o se conseguia\nsustentar, ou quando um ladr\u00e3o n\u00e3o tinha posses para repor os danos causados.<\/p>\n\n\n\n<p>A mulher n\u00e3o poderia vender-se como\nescrava, pelo perigo de os homens se aproveitarem da sua condi\u00e7\u00e3o,\nprostituindo-a ou abusando dela.<\/p>\n\n\n\n<p>A mulher, aos 12 anos de idade sai em\nliberdade, quer o dono queira ou n\u00e3o queira, a n\u00e3o ser que ela pr\u00f3pria escolha\nficar com ele. Quer dizer, na idade em que se come\u00e7a a desenvolver e se torna\natraente fisicamente, \u00e9 nessa altura que ela corre o risco de abuso sexual, e \u00e9\npor isso que \u00e9 posta em liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque n\u00e3o se d\u00e1 o mesmo tratamento ao\nservo n\u00e3o judeu? Se a Tor\u00e1 est\u00e1 em desacordo com a escravid\u00e3o, ent\u00e3o, porque\nn\u00e3o colocar tamb\u00e9m muitos limites no caso de escravos n\u00e3o judeus?<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo ou plano da Tor\u00e1 n\u00e3o \u00e9\nconsertar toda a humanidade de uma s\u00f3 vez; o m\u00e9todo \u00e9 conseguir uma sociedade\nboa, que neste caso ser\u00e3o os judeus. Ent\u00e3o, quando os demais povos virem como\nfunciona uma sociedade boa, inspirar-se-\u00e3o e querer\u00e3o fazer parte desta boa\nsociedade; a decis\u00e3o depende deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo similar ocorre com a cobran\u00e7a de\njuros nas d\u00edvidas. O n\u00e3o-judeu, quando me empresta dinheiro, cobra juros.\nEnt\u00e3o, quando eu lhe empresto a ele, porque tenho que perder?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode dar ao servo hebreu trabalhos\nque n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios ou tarefas que apenas lhe s\u00e3o dadas para n\u00e3o estar sem\nfazer nada. No entanto, esta atitude \u00e9 permitida para com o escravo n\u00e3o-judeu.\nIsto \u00e9 assim porque se o escravo n\u00e3o-judeu estiver sem fazer nada, corremos o\nrisco de ele se dedicar a seduzir mulheres judias, pois, como dizem os s\u00e1bios,\na ociosidade conduz \u00e0 promiscuidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 um assunto mais profundo, mas, para\no abordar brevemente, recordemos que o judeu se diferencia dos demais povos,\nentre outras coisas porque n\u00e3o se conduz de acordo com as suas paix\u00f5es,\nenquanto que os demais povos querem ser \u201clivres\u201c e correm atr\u00e1s dos seus\nimpulsos, defendendo que para serem felizes devem poder fazer o que quiserem\n(ou, melhor dito, o que apetece aos seus instintos). \u00c9 por isso que os s\u00e1bios\ndecretaram: <em>Torat goim, araiot<\/em>. A \u00e9tica ou moral dos n\u00e3o-judeus est\u00e1\nminada de pervers\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dos motivos pelo qual a Tor\u00e1 se op\u00f5e\n\u00e0 exist\u00eancia de servos hebreus \u00e9 porque a Tor\u00e1 n\u00e3o quer que o judeu tenha outro\nsenhor que n\u00e3o seja De&#8217;s. Para que desta maneira n\u00e3o se sinta aprisionado e\npossa ent\u00e3o servir a De&#8217;s. \u00c9 por isso que no tempo do Profeta Jeremias, quando\no povo n\u00e3o quis libertar os servos judeus, De&#8217;s disse-lhes: <em>V\u00f3s n\u00e3o quereis\nreceber o jugo de De&#8217;s, ent\u00e3o ficareis expostos ao jugo deste mundo<\/em>\n(guerras, epidemias, conquistas, etc.)<\/p>\n\n\n\n<p>E porqu\u00ea o escravo que quisesse continuar\na ser escravo devia furar a orelha? Porqu\u00ea precisamente nesse local do corpo?<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos motivos \u00e9 para que seja algo bem\nvis\u00edvel, para que ele se envergonhe e ent\u00e3o n\u00e3o queira ficar como escravo.\nOutro motivo \u00e9 porque essa orelha n\u00e3o ouviu bem o que De&#8217;s disse no monte\nSinai: <em>Meus s\u00e3o os filhos de Israel<\/em>. Este escravo est\u00e1 a colocar sobre\nsi outro senhor fora de De&#8217;s.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque deve furar a orelha na porta? No\nEgito, o povo de Israel, ao colocar o sangue do cordeiro nas ombreiras das suas\nportas, demonstrou dessa maneira que era livre; fez algo contra os seus\nsenhores, exatamente contr\u00e1rio \u00e0 cultura e aos deuses dos seus amos, sem os\ntemer nem se submeter a eles. Agora este escravo, ao escolher ficar com o seu\npatr\u00e3o, est\u00e1 a fazer precisamente o contr\u00e1rio. \u00c9 por isso que ele \u00e9 levado \u00e0\nporta, para recordar esta mensagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u00edamos perguntar: Que diferen\u00e7a h\u00e1\nentre ser servo de De&#8217;s ou ser servo de outra pessoa? Ao fim e ao cabo,\ncontinuamos a ser servos.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade \u00e9 ao contr\u00e1rio. Aquele que \u00e9\nservo de De&#8217;s, \u00e9 na verdade livre, e apenas \u00e9 chamado servo porque queremos\ndizer que ele faz o que De&#8217;s lhe ordena, e De&#8217;s ordena coisas que s\u00e3o para o\nnosso bem, n\u00e3o se trata de caprichos de algum homem. \u00c9 algo a que os s\u00e1bios se\nreferem quando dizem que as t\u00e1buas da lei estavam talhadas (em hebraico diz-se\n\u201ccharut\u201d) e os s\u00e1bios dizem que em vez de talhadas pode ler-se \u201ccherut\u201d, que\nquer dizer liberdade (em hebraico diz-se \u201ccherut\u201d, que \u00e9 muito parecido com\n\u201ccharut\u201d). Quer dizer, as t\u00e1buas da lei d\u00e3o-nos a verdadeira liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade liberal, ao contr\u00e1rio, apregoa\nque cada um fa\u00e7a o que bem lhe apetecer, sendo a \u00fanica limita\u00e7\u00e3o o n\u00e3o\nprejudicar os outros (e, mesmo isto, n\u00e3o \u00e9 por uma quest\u00e3o \u00e9tica, mas sim para\nque o outro n\u00e3o me prejudique a mim). N\u00e3o pensa no \u00faltimo bem do indiv\u00edduo, ou\nde qu\u00ea \u00e9 que aquele indiv\u00edduo precisa para se realizar e crescer; responde\napenas a um padr\u00e3o egocentrista.<\/p>\n\n\n\n<p>A Tor\u00e1 \u00e9 o sistema mais completo e\nperfeito, que pensa em todos os aspetos e n\u00e3o s\u00f3 em alguns. (Quer dizer, n\u00e3o\npensa apenas nos aspetos mais prazerosos ou moment\u00e2neos e n\u00e3o nos outros). \u00c9\npor isso que a Tor\u00e1 permite que uma pessoa se venda como escravo quando \u00e9\npobre, apesar de hoje em dia isso estar mal visto, mas, por acaso a alternativa\nmoderna \u00e9 melhor? Que a pessoa se rebaixe mais? Que viva a mendigar nas\nesquinas ou dormindo na rua? Ou talvez \u00e9 melhor recorrer ao roubo ou \u00e0s drogas?<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a diferen\u00e7a entre o empregado e o\nescravo. O empregado pode ser obrigado durante mais de tr\u00eas anos (contrato?) E\ndepois, se quiser, pode continuar ou ir embora, mas o escravo tem seis anos,\nporque precisa de mais tempo, j\u00e1 que tem menos recursos que o assalariado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Tor\u00e1 definitivamente n\u00e3o quer que o\nHomem se rebaixe tanto e se escravize, mas, perante casos extremos, essa op\u00e7\u00e3o\n\u00e9 melhor que a outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de passados seis anos o escravo\nsair livre gratuitamente, porque \u00e9 dada op\u00e7\u00e3o ao escravo de ficar at\u00e9 ao\nJubileu? A Tor\u00e1 vela pelo bem-estar do servo, e \u00e9 por isso que imp\u00f5e limites ao\npatr\u00e3o, mas n\u00e3o ao servo. Se o servo quiser, pode abrir m\u00e3o do seu direito de\nsair em liberdade. No entanto, a Tor\u00e1 n\u00e3o lhe permite ficar nessa situa\u00e7\u00e3o\neternamente, mas sim apenas at\u00e9 ao Jubileu. No entanto, o servo tem que fazer\ntudo isto perante os ju\u00edzes, para n\u00e3o correr o risco de ser pressionado pelo\nseu amo a ficar.<\/p>\n\n\n\n<p>A Tor\u00e1 d\u00e1 o direito ao servo de ter a sua\nfam\u00edlia, que \u00e9 uma necessidade b\u00e1sica. Assim, se o servo vier com uma boa\nesposa, ao sair em liberdade, a sua esposa sai com ele, para n\u00e3o acontecer que\no dono o liberte apenas a ele s\u00f3 para ficar com a esposa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de um homem querer vender a sua\nfilha como escrava, (porque n\u00e3o tem os meios para a sustentar ou para lhe dar\num bom lar ou educa\u00e7\u00e3o) nesse caso h\u00e1 mais limita\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que se corre o risco\nde ela ser prostitu\u00edda. \u00c9 por isso que logo a seguir a t\u00ea-la vendido, j\u00e1 recai\nsobre ele ou sobre os seus familiares obriga\u00e7\u00e3o de a redimir.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, tamb\u00e9m existe um ponto\npositivo: \u00e9 poss\u00edvel que aquela menina acabe por casar com algum membro da\nfam\u00edlia \u00e0 qual foi vendida. \u00c9 por isso que a Tor\u00e1 deve manter o equil\u00edbrio\nentre dar um bom futuro a essa jovem que nasceu no seio de uma fam\u00edlia sem os\nmais b\u00e1sicos recursos e o perigo de ser abusada.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ao ponto de que a Tor\u00e1 obriga quem\nadquirir uma escrava hebreia, ele pr\u00f3prio ou o seu filho, a casar com ela, ou,\nsen\u00e3o, deve libert\u00e1-la. Assim, ao ter um marido, os outros escravos n\u00e3o abusar\u00e3o\ndela (entre os escravos existe muita promiscuidade). Deste modo, praticamente\nn\u00e3o existe a serva hebreia, pois passado pouco tempo transforma-se na esposa do\nseu senhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Os s\u00e1bios obrigam a que o servo coma da\nmesma comida que o senhor. Se existir apenas uma almofada na casa, e temos que\ndecidir para quem ser\u00e1, se para o dono ou para o servo, o servo tem prioridade.\nO dono tem que cobrir todas as necessidades do servo, mesmo \u00e0 custa das suas\npr\u00f3prias necessidades. E no caso de n\u00e3o as poder cobrir, o escravo deve\nlibertado.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se o indiv\u00edduo for s\u00e1bio e\nsouber isto, facilmente comprovar\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 conveniente ter servos hebreus, e\n\u00e9 exatamente isto o que a Tor\u00e1 pretende.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, se era roubado algo algu\u00e9m\ne o ladr\u00e3o j\u00e1 gastou o produto do roubo, o facto de o ladr\u00e3o ir para a pris\u00e3o,\nn\u00e3o serve para nada a quem foi prejudicado; ningu\u00e9m devolve a sua perda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m disso, na maior parte dos casos,\no ladr\u00e3o, na pris\u00e3o, n\u00e3o deixa de ser ladr\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, aperfei\u00e7oa ainda\nmais a arte de roubar, pois est\u00e1 rodeado de gente muito baixa e por isso\ncorrompe-se mais ainda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o conjunto da sociedade, isso tamb\u00e9m\nn\u00e3o \u00e9 bom, porque agora este ladr\u00e3o, que na maior parte dos casos n\u00e3o se\ncorrige na pris\u00e3o, ainda tem que ser sustentado com o dinheiro dos impostos dos\ncontribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, n\u00e3o \u00e9 justo nem para o\nprejudicado, nem para o ladr\u00e3o, nem para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio, para a Tor\u00e1, quando algu\u00e9m\nrouba e n\u00e3o tem bens para reparar o dano causado, \u00e9 vendido como escravo at\u00e9\nque possa pagar com o seu trabalho ao prejudicado, os danos estipulados pelo\njuiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m disso, n\u00e3o era vendido a uma\nfam\u00edlia qualquer, mas sim a alguma fam\u00edlia na qual o escravo se possa corrigir.\nAo viver entre gente boa, o ladr\u00e3o tinha mais possibilidade de se corrigir, de\nos querer imitar e constituir um lar como esse.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a sociedade n\u00e3o tem que o\nsustentar, mas sim ele sustenta-se a si pr\u00f3prio com o seu pr\u00f3prio trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aprofundar mais ainda sobre como a\nTor\u00e1 se ocupa tamb\u00e9m dos transtornos psicol\u00f3gicos que os escravos podem sofrer,\nver Mishne Tor\u00e1 Hilchot Avadim, Cap 1 Halachot 5,6, 7 e 8.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retirado do livro Ideas de Vaikra, dos rabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe Rambam menciona mais de 13 preceitos que t\u00eam a ver com o servo hebreu. 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