{"id":137649,"date":"2021-05-27T16:17:33","date_gmt":"2021-05-27T14:17:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.shavei.org\/blog\/2021\/05\/27\/shabat-de-frente-as-praias-do-marrocos\/"},"modified":"2021-05-27T16:17:33","modified_gmt":"2021-05-27T14:17:33","slug":"shabat-de-frente-as-praias-do-marrocos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.shavei.org\/pt-br\/blog\/2021\/05\/27\/shabat-de-frente-as-praias-do-marrocos\/","title":{"rendered":"Shabat de frente \u00e0s praias do Marrocos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Gibraltar<\/strong><a href=\"https:\/\/somber-ball.flywheelsites.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/gibraltar-300x154.jpg\" rel=\"attachment wp-att-557\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-557\" src=\"https:\/\/somber-ball.flywheelsites.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/gibraltar-300x154.jpg\" alt=\"gibraltar-300x154\" width=\"300\" height=\"154\" \/><\/a><\/p>\n<p>A col\u00f4nia brit\u00e2nica na ponta da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica preserva cheiros espanh\u00f3is da Espanha pr\u00e9-expuls\u00e3o, e mant\u00eam uma pequena comunidade judaica, antiga e que respeita o Shabat.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a hist\u00f3ria de uma comunidade de 300 anos, que se caracteriza, entre outras coisas, pelo fato de todos os seus membros respeitarem o Shabat. Quem anda pelas ruas de Gibraltar no s\u00e1bado, v\u00ea que mais da metade das pequenas empresas da cidade est\u00e3o fechadas, pois todos os judeus locais encerram suas atividades neste dia. Embora o s\u00e1bado seja o dia para os neg\u00f3cios mais rent\u00e1veis, j\u00e1 que \u00e9 o dia em que os barcos e os turistas aparecem mais na cidade &#8211; Gilbratar possui um porto livre de impostos &#8211; nem um \u00fanico judeu entre os 600 locais, trabalha neste dia ou abre seu neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Gibraltar \u00e9, sem d\u00favida, uma comunidade judaica muito especial entre as comunidades judaicas da di\u00e1spora. No ponto mais ao sul da Europa Ocidental, a uma pequena dist\u00e2ncia da \u00c1frica, possui uma localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00fanica, que por sua vez \u00e9 um enclave judaico em rela\u00e7\u00e3o ao resto da Europa e do mundo. Gibraltar \u00e9, na verdade uma mistura de comunidades hist\u00f3ricas espanhola, inglesa e marroquina, que ao longo dos anos desenvolveu uma natureza gentil e am\u00e1vel. O car\u00e1ter da comunidade judaica de Gibraltar concorre apenas com a incr\u00edvel paisagem que a rodeia.<\/p>\n<p><strong>Col\u00f4nia brit\u00e2nica com um toque espanhol<\/strong><\/p>\n<p>Gibraltar \u00e9 um pa\u00eds pequeno, com uma \u00e1rea de aproximadamente 6,5 quil\u00f4metros quadrados. O pa\u00eds tem 25 mil cidad\u00e3os, dos quais cerca de 600 judeus (2,5%). Esta pequena comunidade tem uma incr\u00edvel influ\u00eancia sobre a cidade, e os judeus s\u00e3o uma parte central da hist\u00f3ria do lugar.<\/p>\n<p>Apesar da sua pequenez, Gibraltar \u00e9 um ponto estrat\u00e9gico cl\u00e1ssico. Aqui se encontram a Europa e a \u00c1frica, de norte a sul, e o Mar Mediterr\u00e2neo com o Oceano Atl\u00e2ntico &#8211; de leste a oeste. O Estreito de Gibraltar &#8220;fecha&#8221; o Mar Mediterr\u00e2neo, e de Gibraltar mesmo se v\u00ea o Marrocos e &#8220;atr\u00e1s&#8221; toda a \u00c1frica.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que muitos lutaram para controlar este lugar. No aspecto geogr\u00e1fico, Gibraltar \u00e9 parte da Espanha, mas no, militar e pol\u00edtico tem grande import\u00e2ncia para os brit\u00e2nicos, que lutaram com for\u00e7a total pelo lugar e o controlam at\u00e9 hoje. H\u00e1 300 anos a Espanha exige o controle do local de novo, mas, apesar de todos os esfor\u00e7os, de guerra ou na paz, Gibraltar permanece nas m\u00e3os dos brit\u00e2nicos. Desde o s\u00e9culo XVIII e at\u00e9 hoje, \u00e9 uma col\u00f4nia brit\u00e2nica, e o governador de Gibraltar \u00e9 um representante da Rainha da Inglaterra (o primeiro-ministro \u00e9 eleito pelo povo), e os tribunais julgados de acordo com a lei inglesa. Os v\u00f4os diretos de Londres pousam em um aeroporto \u00fanico no mundo &#8211; a pista foi constru\u00edda como um cais artificial sobre a \u00e1gua, com 200 metros de comprimento. O aeroporto atravessa o centro da cidade, e quando os avi\u00f5es pousam, fecham-se as ruas em volta e os carros esperam, at\u00e9 que o pouso seja finalizado&#8230;<\/p>\n<p>O nome de Gibraltar \u00e9, aparentemente, uma abrevia\u00e7\u00e3o das palavras \u00e1rabes &#8220;G&#8217;iber o Tarik&#8221;, o Monte Tarik, no qual \u00e9 chamado em nome de um her\u00f3i mu\u00e7ulmano que conquistou a Espanha no s\u00e9culo VIII.<\/p>\n<p><strong>Salva\u00e7\u00e3o de ataques piratas<\/strong><\/p>\n<p>Os judeus vivem em Gibraltar desde pelo menos o s\u00e9culo XIV. Os relatos hist\u00f3ricos nos contam que a comunidade judaica emitiu um pedido de ajuda (em 1356) para liberar um grupo de judeus que foi feito prisioneiro pelos piratas. Outro documento mostra que um grupo de judeus Anussim, que escapou da persegui\u00e7\u00e3o na Andaluzia, pediu para se estabelecer em Gibraltar em 1473. Ap\u00f3s a expuls\u00e3o da Espanha em 1492, muitos judeus passaram por Gibraltar em seu caminho para o norte da \u00c1frica. A onda inversa, retornando do norte da \u00c1frica para a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, criou a comunidade judaica atual de Gibraltar: comerciantes judeus de Tetouan, Marrocos, vieram para se estabelecer logo depois que Gibraltar foi conquistada pela primeira vez pelos brit\u00e2nicos em 1704.<\/p>\n<p><strong>Desde a proibi\u00e7\u00e3o de entrada at\u00e9 primeiro-ministro<\/strong><\/p>\n<p>Em uma das se\u00e7\u00f5es do acordo de Utrecht 1704, em que a Espanha transferiu o dom\u00ednio de Gibraltar para os Ingleses, h\u00e1 uma se\u00e7\u00e3o com fortes caracter\u00edsticas anti-semitas, que pro\u00edbe o assentamento de judeus na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica: &#8220;Sua Majestade Inglesa, de acordo com o pedido do rei cat\u00f3lico, concorda em n\u00e3o instalar judeus e \u00e1rabes em Gibraltar e proibi-los de comprar im\u00f3veis.&#8221;<\/p>\n<p>No come\u00e7o, o governo brit\u00e2nico se esfor\u00e7ou para cumprir com essa restri\u00e7\u00e3o e &#8220;limpar&#8221; Gibraltar dos judeus, no entanto, as necessidades pr\u00e1ticas de preserva\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio com Marrocos eram mais fortes do que os acordos e, eventualmente, levou ao cancelamento deste artigo. Pois Gilbratar dependia do Marrocos em tudo relacionado ao abastecimento de alimentos que, eram dif\u00edceis de trazer da Inglaterra. Esta depend\u00eancia era cr\u00edtica sempre que a Espanha cercava a colonia. Comerciantes judeus marroquinos foram os respons\u00e1veis pela transfer\u00eancia de alimentos para o ex\u00e9rcito brit\u00e2nico e seus cidad\u00e3os e, assim, tornaram-se residentes. De fato, a presen\u00e7a judaica em Gibraltar \u00e9 cont\u00ednua desde 1704, um fato raro na Europa. O Holocausto n\u00e3o afetou os judeus de Gibraltar &#8211; pois a soberania brit\u00e2nica foi mantida durante a guerra. A maioria dos judeus de Gibraltar foram evacuados, assim como outros cidad\u00e3os, para Inglaterra e Jamaica para que a col\u00f4nia servisse de base militar aliada. Depois da guerra, voltaram a Gibraltar apenas metade dos judeus que sa\u00edram, encolhendo assim a comunidade.<\/p>\n<p>Apesar do in\u00edcio ruim, justamente o primeiro Primeiro Ministro de Gibraltar foi judeu: Sr. Joshua Jazan. Joshua Jazan dirigiu a vida pol\u00edtica de Gibraltar por mais de 30 anos, primeiro como prefeito e depois como primeiro-ministro (o l\u00edder dos ministros em termos locais). E n\u00e3o se trata de um &#8220;judeu-domesticado&#8221; quando ele era primeiro-ministro, Jazan era tamb\u00e9m presidente do Beit Knesset Nefutzot Iehud\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 claro, os judeus tamb\u00e9m sofreram com o fato de que o primeiro-ministro era judeu, j\u00e1 que este n\u00e3o estava disposto a fazer diferencia\u00e7\u00e3o entre os judeus e os habitantes locais e assim sempre julgava os judeus com mais rigor&#8230;<\/p>\n<p><strong>4 sinagogas<\/strong><\/p>\n<p>Em 1749 foram removidas todas as limita\u00e7\u00f5es legais sobre assentamentos judaicos na col\u00f4nia, e o primeiro rabino do lugar, o Rabino Aizik Nieto, veio de Londres e fundou a comunidade &#8220;Shaar Shamayim&#8221;, na mais antiga sinagoga de Gibraltar. Com o florescimento da comunidade, outras sinagogas foram constru\u00eddas: Nefutzot Iehuda (uma das mais bonitas e que tem grandes decora\u00e7\u00f5es), em 1781; Etz Hachaim em 1781 e Abudraham em 1820. Hoje, as quatro sinagogas &#8211; que n\u00e3o s\u00e3o grandes, mas a sua beleza impressiona e isso mostra que h\u00e1 um grande investimento nestas &#8211; ainda existem e est\u00e3o funcionando, embora a mais velha \u00e9 por sua vez a mais utilizada. Uma sinagoga para jovens foi tamb\u00e9m adicionada, e funciona aos s\u00e1bados dentro do col\u00e9gio comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>As sinagogas continuam sendo o centro comunit\u00e1rio at\u00e9 hoje. No Shabat, todas as cinco sinagogas est\u00e3o ativas e cheias de paroquianos, a comunidade desenvolveu uma id\u00e9ia criativa para preservar o respeito e local de sinagogas e para garantir a utiliza\u00e7\u00e3o do mesmo durante a semana. Durante o ano, os paroquianos fizeram uma esp\u00e9cie de rota\u00e7\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es. Dividem o ano em 4 partes, e em cada Beit Knesset (Sinagoga) rezam Shacharit, Minch\u00e1 e Maariv (As rezas da manh\u00e3, tarde e noite respectivamente) alternadamente por tr\u00eas meses. Quando \u00e9 o turno de um, todo o p\u00fablico se encontra neste durante a semana, e o resto \u00e9 aberto somente no Shabat.<\/p>\n<p>Esta t\u00e9cnica especial \u00e9 uma maneira muito criativa para preservar as sinagogas e a unidade da comunidade.<\/p>\n<p><strong>Ecos da Espanha antiga<\/strong><\/p>\n<p>Em cada sinagoga no Shabat melodias sefaradiot s\u00e3o cantadas e se segue o costume sefardita de antes da Inquisi\u00e7\u00e3o. A maioria dos costumes, s\u00e3o equiparados aos costumes marroquinos, por\u00e9m alguns refletem os costumes da Espanha antes da expuls\u00e3o. At\u00e9 hoje, \u00e9 costume ler no Shabat Chol Hamoed Pessach (S\u00e1bado que cai em um dos dias centrais da Pascoa Judaica) o Shir Hashirim (C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos) em ladino, e Pirkei Avot (\u00c9tica dos Pais) entre a P\u00e1scoa e Shavuot em ladino como era costume na Espanha antes da expuls\u00e3o. Uma das m\u00fasicas que nunca \u00e9 ignorada numa mesa de Shabat de uma fam\u00edlia judia de Gibraltar \u00e9 a famosa can\u00e7\u00e3o &#8220;Bendigamos&#8221;.<\/p>\n<p>Esta can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o que se diz depois da refei\u00e7\u00e3o, e representa uma esp\u00e9cie de substituto para o Birkat Hamazon (Prece de agradecimento pela refei\u00e7\u00e3o). Na Espanha e em Portugal, os Anussim cantavam esta melodia, que n\u00e3o tem sinais claros de ser judia, para n\u00e3o renunciar a b\u00ean\u00e7\u00e3o ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es, e por sua vez n\u00e3o provar sua condi\u00e7\u00e3o de judeus para os convidados que vinham \u00e0 sua casa. Hoje, a m\u00fasica \u00e9 recitada no Birkat Hamazon em muitas casas de ascend\u00eancia espanhola. A m\u00fasica \u00e9 dita em ladino.<\/p>\n<p><strong>A escola e o lugar da educa\u00e7\u00e3o judaica na comunidade<\/strong><\/p>\n<p>Poucas s\u00e3o as pequenas comunidades no mundo que conseguem ter em seu pr\u00f3prio sistema de ensino judaico todas as crian\u00e7as da comunidade. A comunidade judaica de Gibraltar tem uma escola prim\u00e1ria onde estudam 90 crian\u00e7as e uma secund\u00e1ria separada para meninos (22 alunos) e meninas (16 alunas).<\/p>\n<p>Depois de completar os estudos na escola secund\u00e1ria local, a maioria dos jovens viaja para estudar nas Yeshivot (Centro de Estudos Religiosos) da Inglaterra ou de Israel e continuam seus estudos em universidades &#8211; n\u00e3o existe universidades em Gibraltar &#8211; at\u00e9 voltar a Gibraltar para o resto de sua vida.<\/p>\n<p>O Rabino Psifisi, um dos rabinos que vieram para a comunidade h\u00e1 30 anos, investiu sua energia no ensino e na educa\u00e7\u00e3o dos jovens. Concentrou-se em um pequeno grupo de crian\u00e7as com grandes capacidades, os acompanhou e os enviou para estudar em Yeshivot do outro lado do mar. Os jovens voltaram a Gibraltar e ao longo do tempo tornaram-se os l\u00edderes da comunidade judaica. Deixaram sua marca na vida da ilha, e mudaram o n\u00edvel de cumprimento da tradi\u00e7\u00e3o religiosa no lugar. Naturalmente, esta situa\u00e7\u00e3o garante que n\u00e3o haja assimila\u00e7\u00e3o da comunidade judaica de Gibraltar, nem casamentos mistos. Hoje, o Rab Jasid, rabino-chefe do lugar, faz muitas coisas para fortalecer a educa\u00e7\u00e3o judaica e a religi\u00e3o no lugar.<\/p>\n<p>Muitas vezes, h\u00e1 discuss\u00f5es nas comunidades judaicas da di\u00e1spora sobre o lugar e a for\u00e7a da educa\u00e7\u00e3o judaica como formadora da identidade judaica dos jovens da comunidade. Aqueles a favor dizem que n\u00e3o h\u00e1 maneira de criar uma identidade geral e uma judaica em particular, sem estudar fontes judaicas e sem criar um quadro de &#8220;experi\u00eancia judaica&#8221; para estudantes religiosos e para aqueles que n\u00e3o s\u00e3o. Aqueles que s\u00e3o contra dizem que a influ\u00eancia do meio e do ambiente cultural nos diferentes pa\u00edses \u00e9 muito mais forte do que um par de horas de educa\u00e7\u00e3o judaica que uma crian\u00e7a ou jovem recebe de uma mulher judia durante a semana, e portanto n\u00e3o existe muito beneficio em fornecer tamanha educa\u00e7\u00e3o judaica. A realidade \u00e9 que a maioria das comunidades investem grandes esfor\u00e7os para que haja um sistema de aprendizado judaico, para continuar a preservar e transmitir a identidade judaica para as futuras gera\u00e7\u00f5es. O exemplo de Gibraltar \u00e9, certamente, um grande exemplo do poder da educa\u00e7\u00e3o judaica e do que a comunidade pode fazer para preservar a identidade judaica da nova gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Precip\u00edcio espiritual<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Gibraltar \u00e9 uma comunidade muito unida. Ela tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o de respeito pelas religi\u00f5es e culturas diferentes. Nos damos muito bem&#8221;, disse o presidente da comunidade, Chaim Levi, quando perguntei o que caracteriza a sua comunidade. E, de fato, cat\u00f3licos, mu\u00e7ulmanos e judeus vivem juntos em paz e harmonia em Gibraltar.<\/p>\n<p>Os dias em que os judeus enviavam doces para seus amigos n\u00e3o-judeus no Purim, e estes compravam bolos kosher na padaria para trazer a seus amigos judeus em suas festividades ainda s\u00e3o apenas uma mem\u00f3ria, mas se pode apontar para o lugar como um lindo local de coexist\u00eancia pac\u00edfica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na comunidade judaica permanece unidade e fraternidade. \u00c9 poss\u00edvel ver isso, de acordo com o encarregado da sinagoga &#8220;Nefutzot Iehuda&#8221;, atrav\u00e9s dos ornamentos encontrados na sinagoga. Sobre o Haron Kodesh h\u00e1 dois grandes abacaxis. De acordo com o que o encarregado diz n\u00e3o \u00e9 por acaso que eles escolheram o abacaxi para decorar a sinagoga, este est\u00e1 l\u00e1 para nos ensinar que comunidade deve ser sempre unida. Se remover um peda\u00e7o de abacaxi, tudo se desfaz &#8211; assim tamb\u00e9m na comunidade judaica, se remover algu\u00e9m, a comunidade perde a uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Gibraltar \u00e9 uma pequena comunidade, a n\u00edvel num\u00e9rico, por\u00e9m grande e forte em todos os aspectos da vida judaica no local. Cinco sinagogas, tr\u00eas escolas, cemit\u00e9rios, lojas e restaurantes kosher, rezas, pessoas que respeitam o s\u00e1bado, uma yeshiva e um rabino certamente s\u00e3o sinais de como esta pequena comunidade \u00e9 grande.<\/p>\n<p>Gibraltar \u00e9 conhecida nas fotos e postais pelo grande precip\u00edcio em que ele est\u00e1 localizado. Algumas pessoas a chamam de &#8220;terra do precip\u00edcio&#8221;. No entanto, parece que o verdadeiro precip\u00edcio que representa a comunidade \u00e9 o precip\u00edcio &#8220;Tzur Israel&#8221;, a for\u00e7a interna da comunidade de ser uma comunidade pequena, mas com grande for\u00e7a.<\/p>\n<p>Gibraltar \u00e9, sem d\u00favida, uma comunidade judaica muito especial entre as comunidades judaicas da di\u00e1spora. No ponto mais ao sul da Europa Ocidental, a uma pequena dist\u00e2ncia da \u00c1frica, possui uma localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00fanica, que por sua vez \u00e9 um enclave judaico em rela\u00e7\u00e3o ao resto da Europa e do mundo. Gibraltar \u00e9, na verdade uma mistura de comunidades hist\u00f3ricas espanhola, inglesa e marroquina, que ao longo dos anos desenvolveu uma natureza gentil e am\u00e1vel. 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